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Islam Slimani, o melhor marcador do Sporting, procura no jogo com o Arouca o 50º golo com a camisola leonina em ambiente que não tem sido o mais favorável para ele, pois não marca em Alvalade há dois meses. O último golo que o avançado argelino ali fez foi a 15 de Janeiro, ao Tondela. Depois disso ficou a zeros contra Académica, Rio Ave, Leverkusen, Boavista e Benfica, tendo feito seis golos fora de casa, em três bis a Paços de Ferreira, Nacional e Estoril. O bis ao Estoril serviu a Slimani para chegar aos 49 golos pelo Sporting, ultrapassando Beto Acosta e Oceano, que somaram 48 nas suas carreiras de verde-e-branco. O “matador” argentino fez os seus 48 golos em 99 jogos, enquanto que o médio português precisou de muito mais partidas (401) para lá chegar. Slimani, por sua vez, obteve 49 golos em 101 jogos, alcançando outro dos goleadores da história recente do Sporting: Paulinho Cascavel, que precisou de 108 desafios para ficar à beira do cinquentenário. O aregelino é, por agora, o 34º maior goleador na história do Sporting, estando a apenas um golo do 32º lugar, que é ocupado ex-aequo por Hugo, um médio que fez 50 golos em 211 jogos nas décadas de 50 e 60, e Sá Pinto, que se ficou por esse mesmo cinquentenário de golos nas 228 partidas que fez nas suas duas passagens pelo Sporting. Para chegar ao Top 30 ainda vai ter de pedalar alguma coisa, pois os senhores que se seguem nesta tabela liderada pelos 529 golos de Peyroteo são Pedro Barbosa (31º, com 53 golos) e Armando Ferreira (30º, com 54) Além de lhe faltar um golo para chegar aos 50, também falta um golo a Slimani para que, nesta temporada, some tantos marcados como nas duas épocas anteriores somadas. Slimani fez dez golos em 2013/14 e 15 em 2014/15, ao passo que na que já é, de qualquer modo, a sua melhor época em Alvalade, o argelino segue com 24 golos: 20 na Liga, dois na Taça de Portugal, um na Liga dos Campeões e um na Liga Europa. Destes 24 golos, contudo, só onze foram obtidos em Alvalade, o que transforma o argelino num caso raro de goleador especializado em viagens, talvez porque se dê melhor com o espaço que os adversários lhe cedem nas costas da defesa quando sobem linhas. Esta é, de resto, uma tendência recente, pois na primeira época dividiu irmãmente os golos (cinco em casa e cinco fora), enquanto que na segunda preferiu claramente Alvalade (nove em casa, um em campo neutro, na final da Taça de Portugal, e cinco fora).   O problema para Slimani é que o Arouca e o seu guarda-redes Bracalli são a equipa e o guarda-redes há mais tempo sem sofrer golos na Liga portuguesa. O último golo encaixado pelo Arouca aconteceu a 7 de Fevereiro, há mais de um mês, portanto, e foi marcado por Aboubakar, no Dragão, não chegando porém para evitar a vitória da equipa de Lito Vidigal por 2-1. Desde esse golo, Bracalli já está há 526 minutos sem sofrer golos, correspondentes ao resto desse jogo e a cinco partidas em branco, contra U. Madeira, Belenenses, Sp. Braga, Tondela e V. Setúbal. Pelo caminho defendeu dois penaltis, do bracarense Alan e de Nathan Júnior (Tondela).   Em consequência disso, o Arouca não perde há sete jogos, precisamente desde a derrota contra o Sporting, em casa, para a Taça da Liga (0-1, a 26 de Janeiro). No campeonato, a última derrota que conta aconteceu em Lisboa, contra o Benfica (1-3), três dias antes. Nos sete jogos que se seguiram, ganhou cinco (entre os quais todas as deslocações, aos terrenos de FC Porto, Belenenses e Tondela) e empatou apenas duas vezes (em casa com Paços de Ferreira e Sp. Braga).   Mateus marcou nas duas últimas partidas do Arouca, resolvendo-as com dois golos solitários. Foi dele o golo que valeu a vitória por 1-0 em Tondela e depois foi também ele quem sentenciou o 1-0 com que a equipa de Vidigal se impôs em casa (1-0) ao V. Setúbal.   Lito Vidigal perdeu sempre com Jorge Jesus e as suas equipas nunca marcaram sequer um golo em cinco jogos, tendo sofrido 13. O primeiro confronto entre os dois ocorreu em Outubro de 2008, numa goleada por 5-0 do Sp. Braga de Jesus sobre o E. Amadora de Vidigal. Depois disso, encontraram-se mais quatro vezes. Jesus ganhou duas vezes por 3-0, num Benfica-U. Leiria e num Benfica-Belenenses, e outras duas por 1-0, ambas num Arouca-Sporting.   Em contrapartida, só com as duas derrotas desta época (uma na Liga e outra na Taça da Liga) Lito Vidigal passou a ter um registo negativo nos confrontos com o Sporting. Soma agora duas vitórias, três empates e quatro derrotas. As vitórias conseguiu-as pela U. Leiria (1-0 em Alvalade, em 2009/10) e pelo Belenenses (3-2 para a Taça da Liga contra um Sporting sem titulares, na época passada).   Jesus, por sua vez, ganhou seis dos sete jogos que fez contra o Arouca. A exceção foi o empate a duas bolas, na Luz, em Dezembro de 2013, quando defrontou pela primeira vez esta equipa.   Regresso do Sporting a Alvalade, depois da derrota com o Benfica no dérbi e de um histórico recente que não tem sido feliz. Depois das vitórias sobre FC Porto (2-0) e Sp. Braga (3-2), no arranque deste ano de 2016, os leões ganharam apenas dois dos seis jogos que fizeram no seu estádio (3-2 à Académica e 2-0 ao Boavista), empatando outros dois (2-2 com o Tondela e 0-0 com o Rio Ave) e perdendo os outros dois (0-1 com Leverkusen e Benfica).   Desde Março de 2013, porém, que o Sporting responde sempre com vitória às derrotas em casa. A última vez que tal não sucedeu foi quando, após perder com o Marítimo (0-1, a 10 de Fevereiro de 2013), empatou sem golos com o FC Porto (a 2 de Março). Desde aí, a história fez-se de respostas com vitória: 1-0 ao Arouca em Agosto de 2014, na primeira partida caseira da época, depois da derrota com o Estoril (0-1), a fechar 2013/14; 4-2 ao Marítimo em Outubro de 2014 depois do 0-1 com o Chelsea; 1-0 ao Nacional em Setembro de 2015 depois do 1-3 com o Lokomotiv; e 2-0 ao Boavista no mês passado, depois do 0-1 com o Leverkusen.   O Sporting ganhou os seis jogos que fez contra o Arouca, três deles por 1-0 – e estes sempre com golos nos últimos dez minutos – e os outros três de virada, tendo permitido que o adversário se adiantasse no marcador por duas vezes em Arouca e uma em Alvalade. As duas vitórias desta época, ambas por 1-0 e em Arouca, foram obtidas graças a golos de Slimani e Zeegelaar, ambos em recarga a remates de Montero, que já não está em Alvalade.   Este era um jogo para Montero, aliás. O colombiano fez o primeiro jogo oficial com a camisola dos leões frente ao Arouca marcando logo quatro golos, em Agosto de 2013, e esteve ligado às três últimas vitórias leoninas neste confronto, marcando numa e originando os lances dos golos nas duas outras. Do lado do Arouca era Bruno Amaro o jogador-fétiche, pois marcou os dois primeiros golos do Arouca ao Sporting.
2016-03-18
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O Sporting volta a sair de Alvalade, onde tem perdido mais pontos esta época. Desloca-se, porém,ao único estádio onde foi derrotado neste campeonato: a Choupana, onde perdeu com o U. Madeira por 1-0, e para defrontar uma equipa que parece estar a reencontrar a capacidade para ganhar pontos em casa. Dos onze pontos que o Sporting perdeu neste campeonato, mais de metade (seis) foram esbanjados em Alvalade: ali a equipa de Jorge Jesus empatou com Paços de Ferreira (1-1), Tondela (2-2) e Rio Ave (0-0). Fora de casa obteve as últimas duas vitórias por mais de um golo de diferença (6-0 em Setúbal e 3-1 em Paços de Ferreira), tendo cedido apenas cinco pontos: o empate a zero com o Boavista no Bessa e a derrota por 1-0 com o U. Madeira, no mesmo estádio onde vai jogar agora. Ao todo, os leões já conseguiram oito vitórias fora de casa neste campeonato, estando ainda a duas do total da época passada. O Nacional, por sua vez, esteve 17 jogos sem perder em casa entre Dezembro de 2014 (0-1 com o Sporting) e Dezembro de 2015 (1-2 com o FC Porto), mas passou depois uma fase negra da qual parece estar a recompor-se: após derrotas com os portistas, o Benfica (1-4) e o Sp. Braga (2-3), intervaladas por um empate com o Arouca (2-2), já ganhou as duas últimas partidas na Choupana: 1-0 ao Oriental e 3-1 ao Tondela.   Salvador Agra marcou nas últimas três partidas do Nacional na Choupana: fez um golo na derrota frente ao Sp. Braga (2-3), assinou a vitória contra o Oriental (1-0) e bisou nos 3-1 ao Tondela.   Por sua vez, Islam Slimani bisou nas últimas duas deslocações dos leões para o campeonato, que foram também as duas últimas em que participou: os 6-0 em Setúbal e os 3-1 em Paços de Ferreira. Como o argelino não esteve nas viagens a Portimão e Arouca, para a Taça da Liga, isso quer dizer que não fica em branco como visitante desde a ida à Choupana, para jogar com o U. Madeira, a 20 de Dezembro.   O colombiano Freddy Montero, que o Sporting vendeu para o futebol chinês na última abertura de mercado, fez os últimos três golos dos leões ao Nacional, todos em Alvalade. Em Maio de 2015 bisou na vitória leonina por 2-0 e em Setembro fez o golo solitário do 1-0 que deu três pontos à equipa de Jorge Jesus.   Jorge Jesus e Manuel Machado já tiveram desentendimentos públicos, mas os encontros entre os dois têm sido geralmente favoráveis ao treinador do Sporting. Jesus ganhou os últimos sete confrontos com Machado, cinco para a Liga e dois para a Taça da Liga, e não perde pontos com ele desde Fevereiro de 2013, quando o seu Benfica foi empatar com o Nacional à Choupana (2-2). Por sua vez, Machado não ganha a Jesus desde Setembro de 2010, quando o seu V. Guimarães se impôs no Minho ao Benfica por 2-1.   Wyllian pode fazer o 50º jogo com a camisola do Nacional. Estreou-se a 31 de Agosto de 2014, alinhando um minuto na vitória por 2-0 frente ao Arouca e, até hoje, jogou 49 vezes pelo Nacional. Dessas, 39 foram a contar para a Liga, sete na Taça de Portugal e três na Taça da Liga.   O Nacional não ganha ao Sporting desde Fevereiro de 2011. Na altura impôs-se por 1-0 (golo de Mateus) numa partida do campeonato na Choupana. Desde esse jogo, as duas equipas já se encontraram mais 13 vezes, com oito vitórias do Sporting e cinco empates.   Há 286 minutos de jogo que o Nacional não marca ao Sporting no campeonato. Na verdade, os últimos três jogos entre ambos para esta competição acabaram com um zero na baliza leonina: 1-0 na Choupana e 2-0 em Alvalade em 2014/15 e 1-0 em Alvalade já esta época. O último golo do Nacional ao Sporting na Liga foi marcado por Diego Barcellos, num empate a uma bola, em Maio de 2014, na Choupana. Depois, os madeirenses voltaram a marcar, num empate a dois, mas foi para a Taça de Portugal.   O Nacional já viu esta época adiados em um dia as partidas que ia disputar em casa com os outros dois grandes do futebol português. Tanto FC Porto como Benfica começaram a jogar num domingo e acabaram à segunda-feira.
2016-02-12
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Ao vencer a Académica por 3-2, o Sporting passou a somar 51 pontos em 20 jogos, ainda a melhor marca da história do clube desde que a vitória vale três pontos. E mesmo que aplicássemos as atuais regras de pontuação às Ligas anteriores à alteração seria necessário recuar até 1948/49 para encontrar uma caminhada tão forte dos leões. Nessa época, que lhe valeu o tricampeonato, o Sporting dos Cinco Violinos chegou à 20ª jornada com 17 vitórias, um empate e duas derrotas, que com as regras atuais dariam 52 pontos.   - 52 pontos são também o máximo de uma equipa de Jorge Jesus nas primeiras 20 jornadas de uma Liga. O atual treinador leonino atingiu-os em 2012/13, no Benfica, quando chegou à 20ª ronda com 16 vitórias e quatro empates. Tinha por esta altura os mesmos pontos do FC Porto, que acabou por ser campeão.   - Este Sporting ganhou 16 dos seus primeiros 20 jogos na Liga, algo que a equipa leonina já não conseguia desde 1979/80, quando bateu em casa o Boavista à 20ª ronda e se manteve a par do FC Porto no topo da tabela, com 16 vitórias, dois empates e duas derrotas. A equipa liderada por Fernando Mendes acabou por ser campeã nacional nessa época.   - Esta foi ainda a quarta reviravolta do Sporting no marcador. Ganhou por 3-2 à Académica depois de ter estado a perder por 1-0, mas já tinha conseguido o mesmo, sempre em Alvalade, contra o Benfica (de 0-1 para 2-1), o Besiktas (de 0-1 para 3-1) e o Sp. Braga (de 0-2 para 3-2).   - Além disso, foi o terceiro jogo consecutivo em Alvalade no qual o Sporting deu avanço. De facto, os últimos três visitantes ao estádio leonino marcaram todos primeiro, mas nenhum venceu: o Sp. Braga perdeu por 3-2, o Tondela empatou a duas bolas e a Académica perdeu também por 3-2.   - O Sporting sofreu, assim, nos últimos três jogos da Liga em casa o dobro dos golos que tinha sofrido no seu estádio para esta competição. Das primeiras sete equipas que ali se deslocaram em jogos da Liga, só Paços de Ferreira (1-1), V. Guimarães (5-1) e Moreirense (3-1) tinham marcado um golo. Agora, Sp. Braga, Tondela e Académica dobraram a dose.   - O Sporting conseguiu o 13º jogo seguido sem peder em casa, desde a derrota por 3-1 com o Lokomoiv de Moscovo. Se contarmos só jogos da Liga, são ao todo 27 partidas sem derrotas em casa, desde que o Estoril ali ganhou, no encerramento da época de 2013/14. O registo atual supera o melhor deste estádio, que foram as 26 partidas seguidas sem derrota no período entre um 0-2 com o Benfica em Dezembro de 2006 e um 1-2 com o FC Porto em Outubro de 2008.   - Outro recorde deste novo estádio batido no jogo com a Académica foi o do total de jogos seguidos do Sporting a marcar em casa. São já 22 os jogos (de todas as competições) consecutivos com golo dos leões, todos desde o empate a zero com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. A equipoa continua agora atrás dos 26 jogos sempre a marcar conseguidos em 1999 e 2000 pelos leões de Jozic, Materazzi e Inácio.   - Adrien voltou a marcar à equipa na qual esteve emprestado, obtendo o sétimo golo da época, o segundo de bola corrida, depois de já ter marcado assim ao Benfica. Dos outros cinco, quatro foram de penalti e um quinto, ao V. Guimarães, num livre batido a dois toques.   - Montero voltou a decidir um jogo do Sporting, marcando o 3-2 a seis minutos do fim. Foi o segundo desafio leonino que o colombiano decidiu perto do fim esta época, depois de já ter sido ele o autor do golo que derrotou o Nacional, em Alvalade, aos 86’ (1-0). Além disso, Montero também tomou parte ativa na reviravolta contra o Sp. Braga, mas aí fez o segundo golo de outra vitória por 3-2.   - Slimani voltou a ficar em branco num jogo de campeonato, mais de um mês depois de isso lhe ter acontecido pela última vez. Após o 0-1 frente ao U. Madeira, a 20 de Dezembro, o argelino marcara em cinco jornadas consecutivas, a FC Poto (bis), V. Setúbal (bis), Sp. Braga, Tondela e Paços de Ferreira (outro bis).   - A Académica fez pela primeira vez dois golos fora de casa na Liga desta época – tinha só quatro nas nove primeiras deslocações – mas continua sem ganhar em viagem. A última vitória longe de Coimbra na Liga obteve-a em Moreira de Cónegos, a 8 de Março do ano passado (2-0), seguindo agora com 15 saídas seguidas sem ganhar, a pior série desde as 16 que registou após regressar à I Liga, em 2002. Que se somadas às 14 com que se despediu do escalão em 1999 dão uma conta bem mais redonda.   - O lateral Rafa Soares marcou o primeiro golo na Liga portuguesa, pouco depois de chegar por empréstimo do FC Porto – fazia apenas a segunda partida. Rafa já tinha marcado cinco golos esta época, mas no FC Porto B. E também aí tem mostrado tendência para os jogos com os grandes, pois os seus últimos golos tinham sido nas vitórias sobre as equipas B do Sporting (4-0) e do Benfica (3-0). - Filipe Gouveia completou a ronda de visitas aos três grandes enquanto treinador da Académica e fê-lo sempre a melhor, mesmo tendo sofrido sempre três golos: perdeu por 3-0 com o Benfica na Luz, por 3-1 com o FC Porto no Dragão e agora por 3-2 com o Sporting em Alvalade.
2016-01-31
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Último Passe

Um golo de Montero, a seis minutos do final da partida, deu ao Sporting uma vitória por 3-2 sobre a Académica e três pontos muito importantes na luta pelo título, porque permitem pelo menos manter os adversários à distância e evitam que caia sobre a equipa a pressão acrescida que esta teria de suportar se fosse alcançada. Claro que na sequência do jogo se falará muito mais sobre a arbitragem de Cosme Machado do que sobre as dificuldades que o líder do campeonato vem revelando jornada a jornada, mas estas também devem ser dignas de análise em Alvalade. Porque se, como disse no final da partida Adrien Silva, “há fatores que a equipa não consegue controlar”, mais vale centrar-se naqueles que controla. Para Jesus, o que tem de importar é manter o foco no jogo. Frente à Académica, tal como acontecera nas receções ao Sp. Braga e ao Tondela, o Sporting viu-se em desvantagem no marcador durante a primeira parte, dando avanço ao adversário, tanto no marcador como na confiança com que este passou a enfrentar o jogo. Tal como há uma semana fizera o Paços de Ferreira, a Académica marcou numa bola parada ofensiva em que a equipa leonina desligou. Os gestos de Jesus no banco após o golo de Rafa Soares são sintomáticos do que pensou do lance. Certo é que, a perder, o Sporting teve de redobrar a energia com que se lançou sobre a baliza de Pedro Trigueira, tendo acabado por virar o resultado ainda antes do intervalo. Valeram um golo de bandeira de Adrien Silva e uma excelente jogada de Mané – mais uma opção para Jesus, a julgar pelo que mostrou até ser substituído – a oferecer uma concretização fácil a Ruiz. Temendo a repetição do que se passara frente ao Tondela, em que também chegou ao 2-1 depois de estar a perder, Jesus terá mandado forçar o andamento e substituiu William por Gelson à procura de um terceiro golo que matasse o jogo. Só que o Sporting já não estava com a velocidade nem com a certeza de passe da primeira parte, permitia que a Académica também chegasse perto da baliza de Patrício e acabou por ceder o empate, em mais uma bola parada onde nem o erro do árbitro anula a descoordenação entre o guarda-redes e o estreante Ruben Semedo no ataque à bola. Acabou por ser Montero a garantir o 3-2, a seis minutos do final, num lance em que os leões fizeram valer a superioridade numérica na área adversária, mas nem os três pontos devem desviar Jesus do que mais lhe importa neste momento. E, lamento desiludir os mais radicais, não é de arbitragem que falo.
2016-01-31
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Último Passe

Há pelo menos duas formas de olhar para a reviravolta que o Sporting conseguiu contra o Sp. Braga em Alvalade, acabando por vencer por 3-2 um jogo que parecia perdido ao intervalo, quando eram os minhotos a liderar por 2-0. Uma é concentrarmo-nos no caráter, na coragem e na qualidade de jogo ofensivo que os leões mostraram na segunda parte. Outra é olhar para a apatia do seu jogo defensivo durante o primeiro tempo. Sem descontar a qualidade do Sp. Braga, que está perto dos grandes e pode sempre discutir qualquer jogo com eles, consensual será apenas que este foi o terceiro grande espetáculo de futebol consecutivo em jogos entre estas duas equipas. Os três pontos que os leões somaram – e a forma como a eles chegaram, com um golo de Slimani em cima do minuto 90 – foram celebrados de forma entusiasta por um estádio cheio, que verá neles uma espécie de premonição de conquistas que estarão para vir. Mas, mesmo tendo reforçado que no primeiro tempo o Sporting teve ocasiões para fazer golos, certamente que Jorge Jesus não deixará de alertar os seus jogadores para o facto de na primeira parte se terem mostrado apáticos, lentos na reação e passivos sem bola. É certo que Slimani podia ter aberto o ativo, que Paulo Oliveira acertou com uma cabeçada no poste, mas defensivamente a equipa não se entendia com o futebol rápido dos bracarenses, sobretudo de Rafa, uma enguia a escapulir-se aos defensores leoninos. E se tinha escapado incólume a um início fraco, com o Sp. Braga por cima, o Sporting acabou por sucumbir a dois lances perto do intervalo, que valeram outros tantos golos a Wilson Eduardo e ao próprio Rafa. À entrada para a segunda parte, já se sabia que só um Sporting intenso podia sonhar com a ideia de uma reviravolta. Gelson entrou para o lugar de um William demasiado pausado e mexeu com o jogo por três ordens de razões. Primeiro, porque, forçando muitas vezes o um-para-um, desestabilizou a defesa do Sp. Braga. Depois porque, permitindo a passagem de João Mário para o corredor central, deu aos leões mais qualidade no seu jogo. E por fim porque foi num cruzamento dele que André Pinto cometeu o penalti que deu o 1-2 à equipa da casa, marcado por Adrien. Depois do golo, o Sporting acreditou, forçou ainda mais, com a entrada de Montero para o lugar de Bruno César, e esteve muitas vezes perto do empate, que acabou por obter com alguma sorte, quando Jefferson falhou um remate, Montero recuperou a bola e bateu Kritciuk. Faltava um quarto de hora para o final. E se por um lado o Sp. Braga se recompunha, com as entradas de Alan e Stojiljkovic, aproximando-se mais do 4x3x3, o Sporting acusava o esforço. A saída de João Mário, esgotado, parecia corresponder a uma desistência leonina de chegar mais longe e foi Rafa, nessa altura, quem esteve mais perto de desbloquear o jogo para os visitantes. Até que Ruiz e Slimani resolveram o jogo – o costa-riquenho com um cruzamento milimétrico, o argelino, que até já tinha falhado dois golos cantados, com um cabeceamento letal. O Sporting ganhava um jogo que parecia ter perdido e, antes de FC Porto e Benfica jogarem, garantira que chegará ao fim da primeira volta pelo menos com quatro pontos de avanço sobre o segundo. Mas para os manter – e tendo em conta que acaba o campeonato com deslocações ao Dragão e a Braga nas últimas três jornadas, convém que os mantenha – terá de ser mais vezes a equipa intensa da segunda parte e menos o coletivo apático da primeira.
2016-01-10
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O Sporting venceu em Arouca, por 1-0, chegando à décima jornada com 26 pontos, no que é o seu melhor arranque de Liga desde que a vitória vale três pontos – o melhor eram os 23 de 2013/14, 2011/12, 2006/07 e 1995/96. Transpondo a pontuação da equipa de Carlos Queiroz em 1994/95 para o sistema atual, chegaríamos então aos mesmos 26 pontos de agora. Esse foi, de resto, o último ano em que o Sporting chegou à 10ª jornada na liderança, tendo acabado em segundo lugar, atrás do FC Porto.   - Jorge Jesus, por sua vez, igualou o arranque de época que fez no Benfica, em 2012/13, quando também somava 26 pontos à décima jornada. Nesse campeonato acabou por ser ultrapassado pelo FC Porto, perto do final, mas a verdade é que não liderava sozinho à décima ronda: tinha os mesmos pontos que os dragões.   - Além disso, o Sporting mantém-se sem perder jogos na Liga ao fim de dez jornadas, algo que já não conseguia desde 1998/99. A equipa de Mirko Jozic chegou à décima jornada dessa Liga com 22 pontos, fruto de seis vitórias e quatro empates, e em segundo lugar, a dois pontos do Boavista. A primeira derrota chegou à 14ª ronda e o Sporting acabou o campeonato em quarto lugar, com cinco jogos perdidos.   - Foi a terceira vitória do Sporting na Liga com golos nos últimos cinco minutos. Aconteceu logo na primeira jornada, graças a um penalti de Adrien frente ao Tondela, em Aveiro (2-1); na quinta, quando Montero marcou aos 86’ o golo que valeu os três pontos contra o Nacional, em Alvalade (1-0); e agora em Arouca, graças a um tento de Slimani ao minuto 90 (outra vez 1-0).   - Slimani fez o oitavo golo da época, chegando lá em menos tempo mas mais jogos do que na temporada anterior. Em 2014/15 só chegou aos oito golos a 29 de Novembro, na vitória caseira frente ao V. Setúbal (3-0), mas fê-lo em 14 jogos. Desta vez precisou de 16, viajando a uma média rigorosa de um golo a cada dois desafios.   - Lito Vidigal, treinador do Arouca, foi expulso pela segunda vez esta época. Já lhe tinha sucedido no empate em casa frente ao Belenenses, em Setembro, na altura por ordens do árbitro Luís Ferreira.   - Jorge Jesus voltou a obter uma vitória na sequência de um jogo perdido. São já dez vitórias seguidas na ressaca de uma derrota de uma equipa sua. A última vez que não respondeu com uma vitória a uma derrota foi no final da época de 2013/14, quando, ainda no Benfica, perdeu com o FC Porto na Liga e a seguir empatou na final da Liga Europa com o Sevilha.   - Naldo foi o segundo jogador do Sporting expulso na Liga esta época, depois de o mesmo ter acontecido a João Pereira, a 11 minutos do fim, no empate caseiro (1-1) com o Paços de Ferreira, a 29 de Agosto. O vermelho visto pelo brasileiro a três minutos do final do jogo de Arouca foi o seu primeiro desde Novembro de 2011, quando foi expulso a cinco minutos do fim de um empate do Cruzeiro com o Avaí, em Florianópolis.   - As expulsões do Sporting têm vindo aos pares, esta época. No jogo imediatamente após o vermelho a João Pereira, veio outro para a João Mário, contra o CSKA, em Moscovo. E agora o vermelho a Naldo sucedeu no jogo que se seguiu à expulsão de Rui Patrício na Albânia, frente ao Skenderbeu.   - Os últimos golos do Sporting em inferioridade numérica tinham valido um troféu. Aconteceram a 31 de Maio, no Estádio Nacional, e permitiram levar a final da Taça de Portugal de 0-2 para 2-2 e para o desempate por penaltis que acabou por sorrir aos verde-brancos. Nesse dia, após a expulsão de Cédric, marcaram Slimani e Montero, os dois intervenientes no lance do golo de ontem.   - Rui Patrício voltou a manter a baliza a zeros na Liga, o que já lhe acontece pelo terceiro jogo seguido (3-0 ao Benfica, 1-0 ao Estoril e 1-0 ao Arouca) e lhe permite aumentar para 278 o total de minutos sem sofrer golos na prova. O Sporting não estava três jogos seguidos sem sofrer golos na Liga desde Dezembro/Janeiro, quando defrontou Nacional (1-0), Estoril (3-0) e Sp. Braga (1-0). Na altura, Rui Patrício esteve 364 minutos sem sofrer golos, entre um obtido por Cardozo (Moreirense, a 14/12) e outro de Del Valle (Rio Ave , a 18/1).   - O Arouca perdeu, após cinco empates seguidos na Liga, contra U. Madeira, Belenenses, Sp. Braga, Tondela e V. Setúbal. Depois de ter vencido nas primeiras duas jornadas, já não ganha há oito jogos na Liga, o que fica a um jogo da pior série da equipa na prova, estabelecida em nove jogos, entre Setembro e Dezembro de 2013.  
2015-11-09
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O Sporting vem de uma derrota pesada nas competições europeias, por 3-0, em Elbasan, frente aos albaneses do Skenderbeu. Esta é uma daquelas alturas em que toda a gente – jogadores, treinadores, dirigentes, adeptos… - querem que o próximo jogo chegue depressa, para apagar a má impressão deixada em campo. E se o Sporting este ano tem respondido bem às derrotas, essa não era a norma no passado recente. Já Jorge Jesus tem um registo diametralmente oposto: respondeu com vitórias às últimas nove derrotas. A parte mais recente deste percurso é comum, pois Jesus está no Sporting. Esta época, o Sporting perdeu em Moscovo com o CSKA (3-1, ficando fora da Champions) e a seguir foi a Coimbra bater a Académica pelo mesmo resultado. Depois disso, veio o desaire caseiro com o Lokomotiv (1-3), seguido de nova vitória, desta vez frente ao Nacional (por 1-0). Os 3-0 que os leões encaixaram do Skenderbeu foram a terceira derrota da época, pelo que fica a dúvida acerca da forma como a ela responderão. Na época passada, responderam com vitória a cinco das sete derrotas que cederam, sendo as exceções o empate na Choupana com o Nacional (2-2), na meia-final da Taça de Portugal, depois da derrota no Dragão com o FC Porto (0-3), em Março, e o empate em casa com o Moreirense (1-1) após o desaire ante o Chelsea, em Londres (1-3), em Dezembro. Ao mesmo tempo, Jorge Jesus dava cartas no Benfica. Em toda a época passada perdeu sete vezes, mas a todas elas respondeu com vitórias no jogo seguinte. Perdeu em casa com o Zenit (2-0) e a seguir bateu o Moreirense (3-1). Perdeu fora com o Leverkusen (3-1), mas respondeu com uma vitória por 4-0 sobre o Arouca. Saiu derrotado de Braga (2-1), mas reencontrou-se a tempo de ganhar em casa ao Rio Ave (1-0). Perdeu com o Zenit na Rússia (1-0), mas foi depois vencer a Académica em Coimbra (2-0). Foi eliminado da Taça de Portugal pelo Sp. Braga (1-2) e ganhou de seguida ao Gil Vicente (1-0). Depois do Natal, já sem competições europeias, só teve mais duas derrotas: 1-0 em Paços de Ferreira, a que se seguiu um 3-0 ao Boavista, e 2-1 em Vila do Conde com o Rio Ave, a que se seguiu um 3-1 ao Nacional. Ao todo, são nove respostas positivas das equipas de Jesus às nove últimas derrotas, o que leva a que para se encontrar uma má sequência seja preciso recuar ao fim da época de 2013/14, quando o Benfica de Jesus perdeu com o FC Porto na Liga (2-1) antes do empate a zero (seguido de derrota nos penaltis) na final da Liga Europa, frente ao Sevilha.   - Lito Vidigal perdeu sempre com Jorge Jesus e as suas equipas não marcaram sequer um golo em três jogos, tendo sofrido onze. O primeiro confronto entre os dois ocorreu em Outubro de 2008, numa goleada por 5-0 do Sp. Braga de Jesus sobre o E. Amadora de Vidigal. Depois disso só se encontraram mais duas vezes, ambas ganhas por Jesus por 3-0: um Benfica-U. Leiria em Dezembro de 2010 e um Benfica-Belenenses em Dezembro de 2014.   - Em contrapartida, o atual treinador do Arouca consegue ter um registo neutro nos confrontos com o Sporting: duas vitórias, três empates e duas derrotas. Na época passada, no Belenenses, não perdeu nenhuma vez, tendo empatado as partidas da Liga (1-1 em Alvalade e no Restelo) e ganho por 3-2 em casa na Taça da Liga (ainda que com um “Sporting B”). A última derrota foi, assim, em Abril de 2014: 0-1 no Restelo, no jogo em que o Sporting de Jardim assegurou matematicamente o segundo lugar e o apuramento direto para a Champions. Antes disso, mais três jogos, sempre pela U. Leiria, em 2009/10: vitória por 1-0 em Alvalade, empate a uma bola em Leiria e derrota em casa por 2-1 para a Taça da Liga.   - Jesus tem quatro vitórias e um empate frente ao Arouca, sempre ao serviço do Benfica. Ganhou por 2-0 e por 3-1 em Arouca, impondo-se duas vezes por 4-0 na Luz (uma delas para a Taça da Liga). O único revés foi o empate a dois golos na Luz, em Dezembro de 2013, quando defrontou pela primeira vez esta formação.   - Montero e Tanaka fizeram as estreias na Liga portuguesa contra o Arouca. O colombiano, lançado como titular por Leonardo Jardim a 18 de Agosto de 2013, contribuiu com um “hat-trick” para os 5-1 com que o Sporting ganhou. E o japonês teve os primeiros 14 minuto na prova, dados por Marco Silva, a 23 de Agosto de 2014, estando na génese do golo de Carlos Mané, já em período de descontos.   - David Simão, por sua vez, estreou-se na Liga a jogar frente ao Sporting. E com uma vitória. Foi lançado como titular por Rui Vitória, a 14 de Agosto de 2010, num Paços de Ferreira-Sporting que os castores venceram por 1-0. Roberto também se estreou contra o Sporting, mas com derrota: Pedro Emanuel deu-lhe a titularidade nos tais 5-1 de Agosto de 2013.   - O Arouca vem com sete empates consecutivos, um deles transformado em vitória no prolongamento (2-1 em Matosinhos, contra o Leixões, na Taça de Portugal. De resto, depois da derrota com o FC Porto (1-3, a 12 de Setembro), a equipa de Lito Vidigal empatou com U. Madeira (0-0), Belenenses (2-2), Sp. Braga (0-0), Varzim (0-0, com derrota nos penaltis, na Taça da Liga), Leixões (1-1, com vitória por 2-1 no prolongamento, na Taça de Portugal), Tondela (1-1) e V. Setúbal (0-0).   - O Sporting ganhou os quatro jogos que fez com o Arouca, mas só num não esteve a perder – e foi naquele que enfrentou mais dificuldades. Aconteceu em Agosto de 2014, quando só um golo de Carlos Mané, aos 90+3’, separou as duas equipas para o 1-0 final. De resto, a história tem sido semelhante: o Arouca marca primeiro e o Sporting vira o placar, sempre com um defesa-central entre os marcadores: Maurício nos 5-1 de Agosto de 2013, Rojo nos 2-1 de Janeiro de 2014 e Tobias nos 3-1 de Fevereiro deste ano.   - Cosme Machado faz o 99º jogo na Liga portuguesa e o 14º a envolver o Sporting. Com ele, os leões só perderam uma vez (2-0 com o Marítimo, nos Barreiros, em 2011/12), mas empataram quatro, enquanto que o Arouca nunca ganhou (um empate e duas derrotas). Foi o árbitro de uma das vitórias do Sporting em Arouca (2-1, em Janeiro de 2014, com vermelhos a Tinoco e Rojo) e esteve no empate entre os leões e o Belenenses de Lito Vidigal, em Alvalade, na época passada (1-1).
2015-11-07
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A passagem de Paulo Sérgio pelo Sporting pode não ter deixado muito boas memórias nem registos, mas numa coisa o treinador lisboeta deixou a sua marca: foi o último a ganhar cinco jogos fora seguidos ao serviço dos leões na Liga. Desde esse Outono-Inverno de 2010/11 que os leões esbarram sempre na quinta deslocação. E a série atual já é a quarta em que conseguem alinhar quatro vitórias seguidas em deslocação. O último jogo fora de casa na Liga que o Sporting não ganhou foi na reta final da época passada, no Estoril, onde a partida terminou com um empate a um golo. Desde então, ainda sob o comando de Marco Silva, a equipa verde-e-branca venceu o Rio Ave por 1-0 e, já esta época, com Jorge Jesus no banco, impôs-se a Tondela (2-1), Académica (3-1) e outra vez Rio Ave (2-1). A deslocação ao Bessa, para defrontar o Boavista, é a ocasião de finalmente meter a quinta vitória na série. A questão é que essa quinta vitória tem falhado sucessivamente. Falhou na época passada, quando a equipa de Marco Silva ganhou ao Boavista (3-1), ao Nacional (1-0), ao Sp. Braga (1-0) e ao Arouca (3-1), para depois empatar com o Belenenses no Restelo (1-1). Já tinha falhado na transmissão de testemunho entre Jesualdo Ferreira e Leonardo Jardim, quando os leões, ainda sob o comando do primeiro, ganharam ao Beira Mar (4-1), e depois, com o madeirense à frente, se impuseram a Académica (4-0), Olhanense (2-0) e Sp. Braga (2-1), mas baquearam com o FC Porto no Dragão (1-3). E antes disso falhara também Domingos Paciência, que vencera fora o Paços de Ferreira (3-2), o Rio Ave (3-2), o V. Guimarães (1-0) e o Feirense (2-0), caindo ao quinto jogo frente ao Benfica (0-1). A última série de cinco jogos seguidos do Sporting a ganhar fora na Liga pertenceu, assim, à equipa comandada por Paulo Sérgio. Venceu a U. Leiria (2-1), a Académica (2-1), o Portimonense (3-1), o V. Setúbal (3-0) e o Marítimo (3-0). Essa série foi interrompida a 12 de Fevereiro de 2011, em Olhão, contra o Olhanense (empate a 2-2 depois de ter estado a ganhar por 2-0), mas o maior problema para os leões foi que esse também foi o primeiro jogo de uma série de mais cinco sem ganhar em viagem: 0-1 no Nacional, 0-0 com o Rio Ave, 1-1 em Guimarães e 2-3 no Dragão com o FC Porto. Quando a equipa voltou a ganhar (1-0 em Braga, na última jornada), o treinador já era José Couceiro.   - O Boavista, único clube que Petit treinou, nunca pontuou e nunca fez sequer um golo a uma equipa comandada por Jorge Jesus com ele aos comandos. Os únicos confrontos datam da época passada e contam a história de um 3-0 favorável ao Benfica na Luz e de um 1-0 arrancado a ferros no ainda sintético do Bessa, em finais de Agosto do ano passado.   - Jorge Jesus não perde no Bessa desde Novembro de 2005, quando ainda comandava a U. Leiria e foi ali batido por 2-0 (golos de João Pinto e William). Desde então, empatou (0-0) e ganhou (4-2) com o Belenenses, nunca lá levou o Sp. Braga (o Boavista entretanto descera), e ganhou (1-0) com o Benfica na época passada. Antes, tinha empatado (1-1), com o Moreirense, no que foi o primeiro ponto da sua tentativa frustrada de salvar os cónegos da despromoção, em 2004/05; perdera (1-0) com o V. Guimarães, em 2003/04. Com o E. Amadora perdeu (2-1 em 1998/99) e ganhou (2-1, em 1999/00) e com o Felgueiras teve o pior resultado de todos: 0-4, em 1995/96.   - O Sporting ganhou os três jogos ao Boavista desde que os axadrezados regressaram à I Liga, mas nenhum jogador apareceu repetido na lista dos goleadores. Adrien e Slimani marcaram nos 2-1 em Alvalade, em Abril; Tanaka deu a vitória por 1-0 em Lisboa para a Taça da Liga em Janeiro e, em Dezembro passado, Carrillo, Mané e João Mário tinham feito os tentos do 3-1 no Bessa. Os dois golos boavisteiros pertenceram a Zé Manuel e Jonathan Silva (este na própria baliza).   -O Sporting segue numa série de 23 jogos (todas as competições) seguidos a marcar golos, a melhor da história do clube desde 1969/70, quando conseguiu 36 partidas sempre a marcar.   - Os leões não perdem no Bessa desde Abril de 2004 (2-1, em jogo da Liga), mas este foi um dos estádios em que sentiu mais dificuldades durante largo período da sua história, pois esteve 30 anos sem lá ganhar, entre os 5-2 de Dezembro de 1959 e os 3-0 de 15 de Setembro de 1990.   - Os últimos dois golos marcados pelo Sporting (ao Lokomotiv e ao Nacional) tiveram os mesmos intervenientes: Calos Mané assistiu e Montero marcou. - Slimani, autor do golo da vitória leonina no último confronto entre Sporting e Boavista (os 2-1 em Alvalade), marcou nas duas últimas deslocações dos leões: Académica e Rio Ave. Já tinha conseguido por três vezes marcar golos em duas saídas consecutivas, mas ficou sempre em branco à terceira.   - Três dos cinco golos obtidos pelo Boavista esta época nasceram de bolas paradas: um livre direto de Luisinho, um canto com finalização do mesmo Luisinho e um livre lateral com cabeceamento de Anderson Carvalho. O Sporting já sofreu dois golos de livre lateral (Tondela e CSKA Moscovo) e em contrapartida só marcou três de bola parada, mas todos de penalti.   - O lateral sportinguista João Pereira estreou-se na Liga no Bessa, a 17 de Agosto de 2003, lançado por Jose Antonio Camacho na parte final de um empate a zero entre o Boavista e o Benfica.   - O Boavista só ganhou uma vez com Soares Dias a apitar na Liga. Foi em Fevereiro de 2006, no Bessa, contra o Rio Ave (2-1). Nos três jogos seguintes, os axadrezados sofreram três derrotas e não fizeram sequer um golo. Quanto ao Sporting, já perdeu cinco vezes (em 24 jogos) com este árbitro, com o qual não ganha longe de Alvalade desde a deslocação a Coimbra, na abertura da Liga de 2013/14. Desde então, perdeu duas vezes no Dragão (3-1 e 3-0) e empatou em Coimbra com a Académica (1-1).
2015-09-25
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Artigo

Freddy Montero voltou a ser decisivo uma vitória do Sporting, ao marcar o golo solitário com que os leões bateram o Nacional. Não lhe acontecia desde 2 de Maio, quando fez os dois golos com que o Sporting venceu em Alvalade este mesmo Nacional, mas por 2-0. Pelo meio, fez nos descontos o golo que permitiu ao Sporting empatar (2-2) com o Sp. Braga e levar a final da Taça de Portugal para prolongamento.   - O Sporting somou o 23º jogo seguido a marcar golos: já não fica em branco desde 1 de Março, quando foi batido pelo FC Porto no Dragão por 3-0. Superou assim a melhor série da época passada, que tinha ficado em 22 partidas sempre a marcar, entre os 0-3 de Guimarães, a  de Novembro, e os 0-2 de Wolfsburgo, a 19 de Fevereiro. Para se encontrar série mais longa do que a atual no passado leonino é preciso recuar a 1969 e 1970, quando a equipa comandada por Fernando Vaz marcou consecutivamente golos em 36 jogos.   - O jogo com o Nacional foi apenas o segundo desta época em que os leões conseguiram manter a baliza inviolada, repetindo o 1-0 que já tinham conseguido frente ao Benfica, na Supertaça. Pelo meio ficaram sete partidas sempre a sofrer golos. Rui Patrício voltou a manter a baliza virgem num jogo da Liga, o que já não lhe acontecia desde 2 de Maio, quando defrontou este mesmo Nacional em Alvalade. Pelo meio, os leões ganharam por 1-0 ao Rio Ave em Vila do Conde, na última jornada da época passada, mas o guarda-redes foi Marcelo Boeck.   - Antes do vermelho a Sequeira, aos 32 minutos do jogo de ontem, a última expulsão de um jogador do Nacional na primeira parte de um jogo da Liga acontecera a 3 de Novembro de 2013, quando Duarte Gomes expulsou Aly Ghazal aos 28 minutos de um empate caseiro com o Olhanense (0-0)-   - Em contrapartida, o Sporting não beneficiava de uma expulsão de um adversário na primeira parte na Liga desde 28 de Setembro de 2013, quando ganhou em Braga por 2-1, com vermelho a Aderlan Santos aos 31 minutos. Desde então, os seus jogadores viram dois vermelhos nessas condições: sempre Tobias Figueiredo, expulso aos 11 minutos frente ao Penafiel e aos 45’ contra o Boavista, nos jogos em casa da época passada.   - Com a expulsão de Sequeira, o Sporting passa a beneficiar de 66 minutos em superioridade numérica na atual Liga (há que juntar os oito minutos após o vermelho a Fernando Alexandre, da Académica). Os leões não são, mesmo assim, a equipa que mais tempo passou com um a mais em campo. Essa equipa é a do V. Guimarães, que esteve 88 minutos em superioridade numérica em Setúbal. E mesmo assim não ganhou.
2015-09-22
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Último Passe

Um golo de Montero, após jogada de Carlos Mané, pôs termo à resistência heroica de um Nacional a jogar com dez homens desde a meia-hora e deu ao Sporting a primeira vitória em casa nesta Liga e a possibilidade de se colar ao FC Porto na liderança da tabela, quatro pontos à frente do Benfica. Foi, simultaneamente, a primeira vitória dos leões desde a eclosão do caso-Carrillo, o extremo peruano que vinha sendo a maior arma ofensiva da equipa e que ontem viu a partida num camarote por não ter aceite renovar contrato. E do jogo veio uma chamada de atenção para Jorge Jesus: Montero e Mané pedem mais minutos em campo. Mais ainda se Carrillo não voltar. O primeiro zero na baliza de Rui Patrício nesta Liga teve a ver com o facto de a equipa de Manuel Machado se ter visto privada de um homem ainda na primeira parte, por expulsão de Sequeira, o que lhe reduziu o potencial de ataque, mas também com a diminuição da vertigem atacante do Sporting no jogo. Continuam os movimentos dos alas em sentido contrário à linha do fora-de-jogo, na busca do espaço nas costas das defesas adversárias, vê-se ainda a enorme projeção ofensiva dos dois laterais, mas o Sporting que enfrentou o Nacional parecia ter acusado o 1-3 contra o Lokomotiv e por isso mesmo temer desequilibrar-se. Tudo somado ao facto de o Nacional ter encostado as duas linhas defensivas mais do que o normal – reduzindo assim o espaço entre elas – resultou num futebol ofensivo muitas vezes inconsequente dos leões, que giravam a bola, cruzavam, mas não conseguiam ocasiões claras de golo. E é aqui que entram Montero e Mané. Gelson é a grande coqueluche dos adeptos leoninos, mas o seu futebol mais feito de drible, procura de linha de fundo e cruzamento não me parece neste momento mais indicado para a equipa que o jogo de Mané, mais prático e com mais golo nas botas. Teo Gutièrrez foi uma das aquisições mais sonantes desta época, mas continua a parecer um pouco perdido em campo em vez de ocupar os espaços que o jogo vai pedindo, como faz Montero. Por alguma razão, os dois golos que o Sporting fez nos últimos dois jogos nasceram de penetrações de Mané, a que se seguiram finalizações irrepreensíveis de Montero. Ontem, foi graças a eles que o Sporting ganhou e evitou um problema maior para o presidente, que teria maior dificuldade em convencer os sportinguistas não brunistas de que a decisão de afastar Carrillo da equipa não se destina apenas a salvar a própria face no infeliz epílogo de um caso que há muito devia estar resolvido. E foi graças a eles também que Jesus pôde manter a tranquilidade no final da partida, quando teve de justificar a decisão de manter Carrillo de fora.
2015-09-21
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Stats

O Sporting recebe o Paços de Ferreira em jogo entalado entre as duas partidas contra o CSKA Moscovo, que numa semana vão decidir o futuro dos leões na Liga dos Campeões. No histórico recente, os leões não se têm dado mal com este tipo de calendário: ganharam sete das dez últimas partidas de campeonato que fizeram entre dois jogos europeus, uma delas precisamente contra o Paços de Ferreira.Foi em Fevereiro de 2012 que, entre os dois jogos contra o Legia de Varsóvia, na caminhada que a levou à meia final da Liga Europa, a equipa leonina se impôs ao Paços de Ferreira em Alvalade por 1-0. Valeu na altura um autogolo de Ricardo, na sequência de um livre de Schaars que o guardião pacense socou contra o peito do defesa, fazendo a bola entrar nas redes no ressalto. Tal como agora sucede com Jorge Jesus, o treinador leonino da altura – Ricardo Sá Pinto – estava a iniciar carreira à frente da equipa, depois de ter substituído Domingos Paciência: tinha-se estreado na primeira mão da eliminatória contra os polacos, um 2-2 em Varsóvia, e carimbou o apuramento europeu ao terceiro jogo, ganho em casa ao Legia por 1-0, depois da tal vitória contra o Paços de Ferreira.Das dez últimas partidas de Liga entaladas entre compromissos europeus, os leões fizeram seis em casa, tal como agora sucederá contra o Paços de Ferreira. Curiosamente, foi em Alvalade que encaixaram as duas derrotas únicas neste período: 0-1 contra o Rio Ave a meio de uma eliminatória preliminar ganha ao Horsens, em Agosto de 2012, e 0-2 ante o Benfica entre os jogos de uma ronda europeia perdida contra o Glasgow Rangers, em Fevereiro de 2011. Essa eliminatória contra os escoceses foi uma de quatro que a equipa verde-branca perdeu, tendo a derradeira sucedido em Fevereiro último, contra o Wolfsburg. - O Paços de Ferreira tem sido um adversário historicamente complicado para o Sporting em Alvalade: em 12 jogos ali feitos para a Liga, só perdeu sete. E esta tendência tem-se agravado ultimamente, pois desde Setembro de 2009 que os leões não conseguem duas vitórias seguidas contra os castores: o Paços ganhou em Alvalade em 2010/11 e em 2012/13 e empatou em 2014/15. Seguindo a regra da alternância, esta seria época de vitória do Sporting. - Freddy Montero marcou nas duas últimas visitas do Paços de Ferreira a Alvalade: fez o golo leonino no empate a uma bola na época passada e apontou dois nos 4-0 de 2013/14. O Paços de Ferreira é, com três golos marcados, um dos seus adversários prediletos, apenas suplantado pelo Arouca, a quem fez quatro. - Do outro lado, era o peruano Hurtado (atualmente jogador do Reading) o talismã do Paços de Ferreira, pois já marcou duas vezes em Alvalade (um golo no 1-1 da época passada e outro na vitória pacense por 1-0 em 2012/13). - As duas últimas vitórias do Paços de Ferreira em Alvalade para a Liga fizeram estragos. A 15 de Janeiro de 2011 (3-2, com golos de Samuel, Manuel José e Pizzi a sobreporem-se a tentos de Liedson e Diogo Salomão), o resultado foi a gota de água que levou à demissão de José Eduardo Bettencourt, presidente do clube e da SAD. A 5 de Janeiro de 2013 (1-0, golo de Hurtado), a derrota dos leões fez cair os leões para o 12º lugar da Liga e provocou a substituição de Frankie Vercauteren por Jesualdo Ferreira. - Ricardo Esgaio pode voltar a enfrentar o adversário que lhe assinalou a estreia na Liga; alinhou um minuto, em substituição de Cédric, na derrota do Sporting, em casa, ante o Paços de Ferreira, por 0-1, em Janeiro de 2013. - Jorge Simão, jovem treinador do Paços de Ferreira, completa o circuito dos grandes, depois de ao serviço do Belenenses, sempre no Restelo, já ter perdido (0-2) com o Benfica (de Jesus) e empatado (1-1) com o FC Porto, em jogo que deu o título aos encarnados. - O primeiro jogador expulso por Manuel Oliveira, árbitro do jogo, na Liga foi Hélder Lopes, do Paços de Ferreira. Aconteceu num empate do Paços em Guimarães, na época passada, ao 14º jogo que este juiz dirigiu na competição.
2015-08-20
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