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Último Passe

Meio Slimani foi o suficiente para o Sporting sair de Paços de Ferreira com uma difícil vitória por 1-0. Claro que não foi só ele. Houve um Adrien dos grandes dias, dois defesas-centrais em tarde-sim e melhorias, por exemplo, na combinação entre defesas-laterais e extremos, sobretudo no plano defensivo, onde Gelson parece mais crescido. Mas a questão é que no jogo em que deixou de ter João Mário e recuperou o avançado argelino, o Sporting só teve direito a metade: a metade que luta até à insanidade. Aos que suspeitavam que Slimani estaria desencantado e especulavam que por isso podia não se entregar a 100 por cento, esta foi uma boa resposta. O golo decisivo, obtido por Adrien mesmo a fechar a primeira parte, nasceu de uma insistência do argelino, de uma bola que só ele acreditou que podia ir buscar à linha de fundo, em tackle. Bruno César cuzou-a para Gelson, que a entregou para uma bela finalização de Adrien. Mas a resposta de Slimani não pode ser só a esses. Ao Sporting faltou o Slimani goleador, o jogador que resolve jogos em nome próprio. Teve pelo menos duas ocasiões claras para acabar com o jogo, mas em ambas perdeu a possibilidade de fazer o 2-0. Numa delas, após passe de Gelson, já nem tinha guarda-redes à frente, mas não conseguiu dar bem na bola e esta perdeu-se. Na verdade, ao Sporting fez mais falta esse meio-Slimani que João Mário, que Jorge Jesus disse – e sem se rir – que não tinha sido convocado por causa de uma situação física no último treino, mas que está em vias de se transferir para o Inter de Milão. Teve razão o treinador leonino quando disse que os leões estiveram melhor a defender do que a atacar – e isso notou-se sobretudo nos passes perdidos a meio-campo – mas criaram ainda assim situações de golo suficientes para não terem passado pelo aperto final, quando o Paços se lançou em busca do empate com dois pontas-de-lança (Cícero e Whelton) a forçarem a igualdade numérica na frente pelo corredor central. Nessa altura, pela primeira vez no jogo, o Paços de Ferreira fez figura de mandão e instalou-se no meio-campo leonino, ganhando quase sempre espaço para cruzar. É verdade que nem aí criou autênticas situações de perigo para Rui Patrício, porque o setor mais recuado dos leões funcionou sempre bem, com grandes jogos de Coates e Ruben Semedo. Só que foi tendo livres e cantos em número suficiente para afligir Jesus e para o fazer lamentar-se com os seus botões acerca do jeito que lhe teria dado ter o Slimani inteiro.
2016-08-20
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Último Passe

O FC Porto confirmou em Paços de Ferreira que não só está fora da luta pelo título como que nem o facto de ainda poder receber o Sporting no Dragão, na 28ª jornada, lhe permitirá discutir sequer o segundo lugar e a entrada direta na Liga dos Campeões. A equipa de José Peseiro não respondeu bem às palavras de Pinto da Costa, a meio da semana, encarando a partida contra o Paços de Ferreira com uma descrença que nem a ampla superioridade estatística em ataques, remates, cantos ou posse de bola disfarçou. A derrota por 1-0 terá sido punição extrema, face à nula ambição atacante da equipa da casa, e não deverá engrossar o lote de “vergonhas” do presidente, mas foi o grito dado do relvado para que se mude de paradigma. Peseiro respondeu à entrevista do presidente trocando Aboubakar e Brahimi por Suk e Varela, mas mantendo a confiança em Sérgio Oliveira, cuja presença constante no onze foi a maior alteração que promoveu desde a sua chegada. O médio, que passou a última temporada no Paços de Ferreira, até foi dos mais ativos na procura do golo, com remates à entrada da área, como aquele com o qual deu a última vitória aos dragões, em Setúbal, antes da interrupção do campeonato para os jogos das seleções. Porém, acabou por ser também ele a ficar ligado ao lance do golo do Paços de Ferreira. Ele e Layun. O lateral mexicano aliviou mal uma bola para os pés de Edson Farías, que lançou o lateral Bruno Santos, tendo este sido mais rápido e agressivo no ataque à bola que Sérgio Oliveira antes de colocar a bola no coração da área, para a conclusão de Diego Jota. Antes de bater Casillas, o remate ainda tabelou em Danilo, por aquela altura a fazer de segundo central por força da troca de Chidozie por André Silva. Faltavam dez minutos para o final do jogo e aquela era apenas a terceira vez que o Paços entrava na área portista. Até aquele momento, porém, mesmo tendo um domínio amplo do jogo (acabou com 18-5 em remates e com 14-1 em cantos), o FC Porto também não vinha fazendo uma exibição de encher o olho. Podia ter marcado? Podia. Na primeira parte teve dois bons lances: um cruzamento de Sérgio Oliveira, que cruzou a pequena área sem que ninguém lhe tocasse, aos 26’, e um slalom de Corona, concluído com um remate atabalhoado já no centro da área, um minuto depois. Na segunda parte, que os dragões atacaram com Brahimi em vez de Corona, as situações de perigo foram surgindo quase sempre em remates de meia-distância ou bolas paradas. Sérgio Oliveira, que chutara um pouco ao lado, aos 50’, obrigou Defendi a uma boa defesa, aos 71’. Entre os dois lances, tanto Chidozie (de cabeça, após um canto) como Maxi Pereira (numa tentativa de chapéu) falharam por pouco o alvo. Depois do golo pacense, Defendi ainda teve de brilhar por mais duas vezes, a impedir o empate, que quase saiu da bota de André Silva, aos 85’, ou da cabeça de Suk, ao quinto minuto de compensação. O resultado, porém, já não mudaria, levando o treinador do Paços de Ferreira, Jorge Simão, a subir à bancada, de forma a festejar a vitória de forma eufórica com os adeptos e a aplaudir com eles a ação dos jogadores. Do outro lado, mesmo não sendo o mais culpado da situação, José Peseiro ficou ainda com menos espaço para reivindicar um lugar no FC Porto de 2016/17.
2016-04-10
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Kostas Mitroglou marcou, na vitória do Benfica sobre o Paços de Ferreira (3-1), pela sétima jornada consecutiva da Liga. Já tinha feito golos nas partidas frente ao Nacional (4-1), Estoril (2-1), Arouca (3-1), Moreirense (4-1), Belenenses (5-0) e FC Porto (1-2), pelo que o golo inaugural da partida em Paços de Ferreira significou que melhorou o máximo (que já lhe pertencia) na Liga de 2015/16, igualando um registo que ninguém obtinha desde Jackson Martínez. O colombiano do FC Porto tinha feito oito golos em sete jogos seguidos, entre a 2ª e a 8ª jornadas da Liga de 2012/13.   O Benfica obteve a oitava vitória seguida fora de casa, pois ganhou todas as deslocações (em todas as provas) desde o empate a zero na Choupana, contra o U. Madeira, a 15 de Dezembro. Pelo caminho ficaram V. Guimarães (1-0), Nacional (4-1), Estoril (2-1), Oriental (1-0), Moreirense (6-1 e 4-1) e Belenenses (5-0). Os encarnados não conseguiam uma série de deslocações tão boa desde 2010/11, quando ganharam nove deslocações consecutivas após a derrota frente ao Hapoel Tel-Aviv (3-0): 3-1 ao Beira Mar, 3-0 à U. Leiria, 1-0 à Académica, 2-0 ao Rio Ave, 4-0 ao Aves, 2-0 ao FC Porto, 2-0 ao V. Setúbal, 2-0 ao Sporting e 2-0 ao Stuttgart. Essa série foi interrompida a 6 de Março de 2011, com uma derrota em Braga, por 2-1.   O Paços de Ferreira, por sua vez, vem com oito jogos seguidos sem ganhar, quatro deles em casa. A última vitória da equipa de Jorge Simão aconteceu a 11 de Janeiro, frente ao V. Setúbal, por 2-1. Desde aí, empatou fora com Académica e Arouca (ambos 1-1), perdeu em casa com o Sporting (1-3) e o Portimonense (2-3), empatou fora com o Arouca (2-2), perdeu em casa com o Boavista (1-0), empatou no terreno do Rio Ave (1-1) e foi agora batido pelo Benfica (1-3). É a pior sequência de resultados do Paços desde os nove jogos seguidos sem ganhar, entre o 1-0 ao Belenenses (a 24 de Novembro de 2013) e o 2-1 ao Sp. Covilhã (a 15 de Janeiro de 2014).   Jonas fez o 50º jogo na Liga portuguesa e assinalou-o com um golo (o seu 44º na prova) de penalti. Foi o sexto penalti de que o Benfica beneficiou na presente Liga, o que deixa os encarnados apenas atrás dos dez de Paços de Ferreira e Sporting. Em contrapartida, os leões já tiveram quatro contra, os pacenses sofreram neste jogo o segundo e os encarnados ainda não foram punidos com nenhum.   O golão de Diogo Jota foi o nono que o jovem pacense fez esta época (sétimo na Liga), mas apenas o terceiro nos jogos em casa. Antes, Jota só tinha marcado no Capital do Móvel a Estoril e U. Madeira, em dois jogos que o Paços de Ferreira tinha ganho. Aliás, dos 13 golos que Jota já marcou como sénior, este foi o primeiro que não impediu a derrota do Paços. Até aqui, sempre que ele marcou, o Paços de Ferreira só não tinha ganho um jogo: o empate a uma bola com a Académica.   LIndelof fez o seu primeiro golo pelo Benfica – já tinha marcado na equipa B – e na Liga. O último golo do sueco tinha sido a 10 de Abril de 2015, num empate a duas bolas entre o Benfica B e o Chaves.   O Benfica continua a ter o ataque mais realizador da Liga, agora com 63 golos em 23 jornadas. É a maior produtividade atacante de uma equipa do Benfica no campeonato desde 1983/84, quando a formação liderada por Sven-Goran Eriksson chegou à 23ª jornada com mais nove golos: 72. Nessa época, o Benfica foi campeão, com 86 golos em 30 jornadas.   Com a vitória, o Benfica passa a somar 55 pontos, o pior pecúlio dos encarnados em 23 jornadas desde 2010/11, o ano de ressaca do primeiro título nacional com Jesus. Nessa época, em que o campeão foi o FC Porto de Villas-Boas, o Benfica somava 52 pontos à 23ª jornada. Desde aí, tinha estes mesmos 55 em 2011/12 (FC Porto foi bicampeão), 61 em 2012/13 (FC Porto foi tricampeão), 58 em 2013/14 (campeonato para o Benfica) e 59 na época passada (a do bicampeonato).   Eliseu fez o seu 100º jogo na Liga, o 48º com a camisola do Benfica – sendo que os outros 52 foram ao serviço do Belenenses, equipa pela qual se estreou, lançado por Manuel José, a 1 de Junho de 2003. Viu o quinto cartão amarelo da presente Liga, o que teve como consequência que estará suspenso na partida que aí vem, frente ao U. Madeira, mas limpa o cadastro e poderá estar no jogo com o Sporting.
2016-02-21
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Último Passe

Um Benfica menos intenso do que o habitual, possivelmente por força do desgaste do jogo de terça-feira, contra o Zenit, bastou ainda assim para ganhar em Paços de Ferreira por 3-1, resultado que lhe permite voltar a colar-se ao Sporting no topo da tabela da Liga e sentar-se no cadeirão a ver os rivais jogar. Os pacenses, que encararam o jogo com os bicampeões nacionais com dez ausentes, até se saíram melhor do que seria de esperar, sobretudo do ponto de vista ofensivo: dividiram o jogo até ao terceiro golo encarnado, abrindo brechas frequentes na organização defensiva de Rui Vitória. Sem Gaitán, Vitória chamou Carcela ao jogo, e o marroquino voltou a ser útil, fazendo logo aos 13’ a assistência para o golo com que Mitroglou confirmou a sétima jornada seguida a marcar. O facto de o golo ter aparecido na primeira vez que o Benfica entrou na área do Paços, somado às difíceis circunstâncias em que os donos da casa encararam a partida, com tanta gente impedida de alinhar, pareciam fazer adivinhar um passeio benfiquista na capital do móvel, mas foi aí que a equipa de Jorge Simão mostrou qualidade. É verdade que para isso pode ter contribuído alguma macieza do Benfica no jogo, mas Andrezinho, Edson e Diogo Jota conseguiam encontrar-se uns aos outros com muita frequência no meio-campo encarnado, assinando combinações ofensivas que demonstravam que o resultado não estava ainda feito. Um lance genial de Jota, a driblar Eliseu e Lindelof antes de cobrir Júlio César com um remate de fora da área, fez o empate, dez minutos depois, e deu um sinal concreto daquilo que já se adivinhava. Sucede que a qualidade do jogo ofensivo pacense não tinha correspondência no rigor da sua zona defensiva. Lindelof esteve à beira do 1-2, num canto em que ninguém o estorvou, mesmo antes do intervalo. E, antes de as equipas irem para o descanso, Jonas fez mesmo o golo, na conversão de uma grande penalidade que deixou o treinador da equipa da casa tão enervado a ponto de tirar o casaco. Ao Paços, aí, sobrou a ideia de que tinha de subir outra vez uma ladeira que já tinha subido para recuperar no placar. E o Benfica entrou mais forte após o intervalo: Pizzi deu mais ao jogo, ajudando Renato e Samaris na batalha pela zona central. O transmontano acabou mesmo por estar na origem do 1-3, que matou o jogo: bateu um livre lateral e viu Jardel ganhar no ar entre Marco Baixinho e Bruno Araújo, acorrendo Lindelof a finalizar a sobra. A ladeira, que já era íngreme com 1-2, tornou-se intransponível ao 1-3. É verdade que um golo podia acordar o Paços de Ferreira no jogo, mas mesmo gerindo o plantel – entraram Salvio e Nelson Semedo, ambos à procura de ritmo – Rui Vitória viu o Benfica controlar até final. Consumada nova igualdade pontual com o Sporting, que só joga na segunda-feira e tem depois a Europa a atrapalhar a meio da semana, pode sentar-se calmamente a ver se os adversários escorregam.
2016-02-20
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Kostas Mitroglou marcou golos nas últimas seis jornadas da Liga, o que é um recorde desta época e a melhor marca da Liga portuguesa desde 2012/13, época em que o portista Jackson Martínez chegou às sete rondas seguidas a marcar. Se marcar ao Paços de Ferreira, o grego pode igualá-lo, bem como a Óscar Cardozo, que tinha sido o último a marcar em sete jornadas seguidas com a camisola do Benfica, em 2011/12. Na verdade, há 15 anos que ninguém consegue melhor – o último a chegar às oito jornadas seguidas a marcar foi Pena, em 2000/01. Mitroglou começou a saga na 17ª jornada, entrando a 18 minutos do fim para fazer um golo na vitória do Benfica por 4-1. Na 18ª já subiu ao relvado logo no início da segunda parte, participando igualmente com um golo na vitória encarnada sobre o Estoril (2-1). Na 19ª ronda já foi titular, marcando mais um golo nos 3-1 em casa ao Arouca. Depois disso, voltou a ser titular e a fazer um golo nos 4-1 com que o Benfica ganhou fora de casa ao Moreirense, na 20ª jornada. O hat-trick que conseguiu marcar ao Belenenses, nos 5-0 com que os encarnados venceram no Restelo, na 21ª jornada, aumentou a série de jogos a marcar para cinco, sendo os seis atingidos com o golo ao FC Porto, ainda que na derrota do Benfica (1-2), na Luz. Ao marcar em seis jornadas seguidas, Mitroglou estabeleceu um novo recorde da presente edição da Liga, na qual o máximo anterior pertencia ao sportinguista Slimani, que marcara em cinco rondas consecutivas. E tem agora a hipótese de chegar a uma série goleadora que ninguém obtinha desde 2012/13, quando o portista Jackson Martínez marcou oito golos em sete jogos, entre as jornadas 2 e 8 da Liga. Ficou em branco ao oitavo jogo, uma vitória do FC Porto frente à Académica (2-1). Aliás, a maldição do oitavo jogo tem atacado todos os grandes goleadores do campeonato português. O zero no jogo oito da sequência já afetou Cardozo em 2011/12 (oito golos em sete jogos, entre as jornadas 12 e 18, e depois nenhum na derrota do Benfica em Guimarães, à 19ª), Lima na mesma época (dez golos em sete jogos, entre a 18ª e a 24ª jornada, e depois nenhum na derrota do Sp. Braga na Luz, à 25ª), Jardel em 2001/02 (onze golos em sete jogos entre as jornadas 10 e 16 e depois nenhum na vitória do Sporting em Aveiro frente ao Beira Mar, na 17ª) e Derlei nessa mesma época (dez golos em sete jogos, entre a 14ª e a 20ª jornada, e depois nenhum na 21ª, na derrota da U. Leiria frente ao Sporting). O último a conseguir marcar em oito jornadas seguidas na Liga portuguesa foi, assim, o brasileiro Pena, que o FC Porto contratou em 2000, depois de transferir Jardel para o Galatasaray. Pena, aliás, não parou sequer ao nono jogo: teve uma entrada de rompante no futebol português, estreando-se à terceira jornada com um bis ao Paços de Ferreira, e foi marcando sempre até à 11ª. Nesses nove jogos seguidos fez 13 golos, ficando pela primeira vez em branco na vitória do FC Porto no terreno do Desp. Aves, por 1-0, a 19 de Novembro de 2000. Até final da época só fez mais nove golos, mas o acumulado permitiu-lhe ser o melhor marcador da Liga.   Jorge Simão, jovem treinador do Paços de Ferreira, nunca pontuou frente ao Benfica. Quando ainda comandava o Belenenses, perdeu com os encarnados em casa, por 2-0, na Liga passada. E esta época já levou o Paços a ser batido na Luz, por 3-0. Dois aspetos em comum aos dois jogos: a equipa de Simão nunca fez um golo e em ambos Jonas bisou pelo Benfica.   Rui Vitória, por sua vez, tem história no Paços de Ferreira, equipa que comandou em 2010/11 e no início de 2011/12, quando foi chamado a orientar o V. Guimarães. Desde que saiu da Mata Real, ganhou apenas quatro dos nove jogos contra os pacenses, dois dos quais fora de casa, empatando três e perdendo dois. Em todos os jogos a equipa de Rui Vitória (oito vezes o V. Guimarães e uma vez o Benfica) marcou golos.   O Benfica vem com sete vitórias seguidas fora de casa, tendo ganho todas as deslocações (em todas as provas) desde o empate na Choupana com o U. Madeira, a 15 de Dezembro. Pelo caminho ficaram V. Guimarães (1-0), Nacional (4-1), Estoril (2-1), Oriental (1-0), Moreirense (6-1 e 4-1) e Belenenses (5-0).   O Paços de Ferreira, por sua vez, vem com sete jogos seguidos sem conhecer a vitória, três deles em casa. Desde que ganhou na Capital do Móvel ao V. Setúbal, por 2-1, a 11 de Janeiro, a equipa de Jorge Simão empatou fora com Académica e Arouca (ambos 1-1), perdeu em casa com Sporting (1-3) e Portimonense (2-3), empatou fora com o Arouca (2-2), perdeu em casa com o Boavista (1-0) e empatou no terreno do Rio Ave (1-1).   As três derrotas seguidas do Paços de Ferreira em casa (1-3 com o Sporting na Liga, 2-3 com o Portimonense na Taça da Liga e 0-1 com o Boavista na Liga) igualam a pior série da época passada. Na altura, a equipa pacense foi sucessivamente batida por Famalicão (1-2, na Taça de Portugal), Rio Ave (1-2, Liga) e Nacional (2-3, Liga) reagindo precisamente no jogo com o Benfica para a Liga, que ganhou por 1-0.   Fejsa jogou pela primeira vez com a camisola do Benfica contra o Paços de Ferreira. Foi a 14 de Setembro de 2013 que Jorge Jesus o lançou, ainda na primeira parte, no lugar de Ruben Amorim. O Benfica já ganhava por 2-0 e acabou por vencer esse jogo por 3-1. Se recuperasse de lesão a tempo de defrontar os pacenses, o sérvio poderia fazer contra o mesmo adversário a 50ª partida pelos encarnados.   Talisca já tinha jogado pelo Benfica na Supertaça, mas estreou-se na Liga a defrontar o Paços de Ferreira, em partida da primeira jornada da época passada, a 17 de Agosto de 2014. Foi titular na vitória por 2-0, tendo saído aos 74 minutos, já com o jogo muito bem encaminhado. Esse foi também o jogo de estreia na Liga portuguesa de Rafael Defendi, o guarda-redes brasileiro do Paços.   Bruno Moreira, avançado do Paços de Ferreira, já marcou esta época ao Sporting e ao FC Porto. Nos joros em que marcou aos grandes, porém, o Paços perdeu: 1-2 com o FC Porto no Dragão e 1-3 com o Sporting na Mata Real.   O Paços de Ferreira interrompeu a 26 de Janeiro do ano passado uma série de nove vitórias consecutivas do Benfica na Mata Real, ganhando aos encarnados por 1-0, com um golo de penalti de Sérgio Oliveira, no último minuto. Antes desse jogo, a última vez que o Benfica não tinha ganho ali fora em Setembro de 2006, quando as duas equipas empataram a uma bola, com um golo de Katsouranis para os lisboetas e outro de João Paulo, já nos descontos, para os donos da casa.   Entre esses dois jogos, o Paços de Ferreira ainda empatou uma vez na Luz, a uma bola, na meia-final da Taça de Portugal de 2012/13 (marcaram Cardozo e Cícero), mas tal aconteceu quando o Benfica já tinha vencido a primeira mão, no Estádio Capital do Móvel, por 2-0. A superioridade encarnada neste duelo é esmagadora nos últimos anos: o Benfica ganhou 18 dos últimos 20 jogos entre ambos, empatando um e perdendo outro.
2016-02-19
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Slimani continua de pé quente. Ao bisar na vitória do Sporting em Paços de Ferreira (3-1), o argelino fez golos pela quinta jornada consecutiva, pois já tinha marcado dois ao FC Porto (2-0), outros dois ao V. Setúbal (6-0), um ao Sp. Braga (3-2) e outro ao Tondela (2-2). Pelo meio, não jogou na derrota frente ao Portimonense (0-2), para a Taça da Liga. Foi a primeira vez desde que chegou à Europa que Slimani marcou em cinco jogos seguidos: o seu anterior máximo eram quatro partidas a marcar.   - O argelino marcou mais de um golo num jogo pela quarta vez esta época, depois de ter feito um hat-trick ao V. Guimarães (5-1) e bisado nas já referidas partidas frente a V. Setúbal e FC Porto. Na época passada só tinha conseguido dois bis (Penafiel e V. Setúbal), enquanto que na estreia em Portugal (2013/14) nunca marcara mais de um golo num só jogo.   - Além de ter marcado dois golos, Slimani fez ainda a assistência para Bruno César marcar o primeiro dos leões. O argelino não marcava e assistia no mesmo jogo desde Setembro de 2014, quando assistiu Adrien para o primeiro e marcou ele mesmo o terceiro golo de uma vitória por 4-0 frente ao Gil Vicente, em Barcelos.   - Bruno César, por sua vez, fez o terceiro golo com a camisola dos leões, depois de ter bisado na estreia, os 6-0 frente ao V. Setúbal.   - Ao vencer o Paços de Ferreira, o Sporting manteve a liderança, chegando à excelente marca de 48 pontos em 19 jornadas. Tem, ainda assim, menos um ponto do que tinha o Benfica de Jorge Jesus à passagem da mesma ronda: 49. Os 48 pontos são o máximo que os leões conseguem amealhar à 19ª jornada desde que a vitória vale três pontos. E mesmo aplicando as atuais regras de pontuação aos campeonatos anteriores, é preciso recuar até 1969/70 para encontrar um Sporting tão forte. Nessa época, a equipa de Fernando Vaz chegou à 19ª jornada com as mesmas 15 vitórias, três empates e uma derrota, que na altura já lhe davam uma vantagem confortável sobre o segundo, que era o V. Setúbal.   - João Mário fez os passes para os dois golos de Slimani, mostrando que está a aumentar bastante a sua influência na produção ofensiva da equipa. Já tinha feito dois passes de golo nos 6-0 com que o Sporting ganhou em Setúbal e entretanto assistira o mesmo Slimani frente ao Tondela. Ao todo, soma sete assistências na Liga, o que lhe dá o terceiro posto na tabela geral, ao lado de Gaitán, a uma de Jonas e duas de Layun.   - Imparável está também Bruno Moreira. O avançado pacense marcou ao Sporting o 16º golo da época, que é o 12º na Liga. E, na noite em que vestiu a camisola do Paços pela 50ª vez, conseguiu o quinto jogo consecutivo sempre a marcar no Capital do Móvel: já tinha feito um golo nos 2-0 ao Estoril, dois nos 6-0 ao U. Madeira, um nos 2-2 com o Belenenses e ouros dois nos 2-1 ao V. Setúbal.   - Ganhando ao Paços de Ferreira, além disso, o Sporting evitou pela quarta vez esta época passar três jogos seguidos sem vencer, pois vinha de um empate com o Tondela (2-2) e uma derrota com o Portimonense (2-0). Tal como na terceira vez que evitou essa série negra, o Sporting ganhou ao mesmo adversário (Paços de Ferreira) e pelo mesmo resultado (3-1).
2016-01-25
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Último Passe

O Sporting respondeu em Paços de Ferreira como tem de responder um candidato ao título e aliou os movimentos ofensivos que desenvolve sempre e que costumam render golos com regularidade a um incremento de concentração que lhe permitiu aproveitar o primeiro erro cometido no jogo pelo adversário para se adiantar. Isso fez toda a diferença relativamente aos últimos jogos, nos quais os leões tiveram sempre de lutar para recuperar no marcador. A vitória por 3-1 permitiu conservar a liderança isolada na Liga e, mais do que isso, manter em sentido os perseguidores, quando estes já afiavam o dente a pensar na ultrapassagem. Slimani foi mais uma vez o homem do jogo. O argelino trabalhou muito bem para oferecer o primeiro golo a Bruno César, após um lançamento lateral de Jefferson, e fez ele mesmo os outros dois, ambos a passe de João Mário e ambos de grande importância, pois colocaram sempre o adversário a uma distância de conforto. O terceiro, aliás, apareceu um minuto depois de o Paços de Ferreira ter reduzido a desvantagem, já perto do final, quando os leões facilitaram. Quem se lembra do jogo da primeira volta, há-de recordar o momento, nos primeiros minutos, em que Jorge Jesus saltou do banco e correu furiosamente pela linha lateral para recordar aos jogadores que o pacense João Góis fazia lançamentos laterais longos na direita. Em Paços de Ferreira, por mais de uma vez, ninguém se opôs aos lançamentos de Góis. Num deles, a falta de agressividade no ataque à bola dos jogadores leoninos permitiu que esta chegasse a Bruno Moreira, que reabriu o jogo com um cabeceamento difícil mas eficaz a cobrir Rui Patrício. A vitória no terreno do quinto classificado, pela forma clara como foi construída, vem dar um impulso importante ao discurso de Jorge Jesus, que antes do jogo recusou de forma veemente o cenário de crise que lhe traçavam face ao empate com o Tondela e à derrota com o Portimonense. É verdade que os leões viram reduzir drasticamente nas últimas semanas a vantagem que chegaram a ter para o Benfica, mas ao mesmo tempo entram agora para uma dupla jornada em casa, frente à Académica e ao Rio Ave, em semanas nas quais os encarnados visitarão Moreirense e Belenenses. E a seguir aparece o Benfica-FC Porto. Até meados de Fevereiro a Liga vai aquecer.
2016-01-24
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O Sporting segue com dois jogos seguidos sem vitória: empate caseiro com o Tondela (2-2) para a Liga e derrota (2-0) com o Portimonense na Taça da Liga. A última vez que isso lhe aconteceu, teve como adversário à terceira partida precisamente o Paços de Ferreira e respondeu bem: ganhou por 3-1 em casa, para a Taça da Liga, a 29 de Dezembro, depois de ter perdido consecutivamente com o Sp. Braga (4-3, na Taça de Portugal) e o U. Madeira (1-0, na Liga). Aliás, esta época, os leões ainda não estiveram mais de dois jogos consecutivos sem vencer. A estas últimas duas séries – a atual e a de Dezembro – juntam-se mais duas. Em Agosto, a equipa de Jorge Jesus empatou em casa com o Paços de Ferreira (1-1) e perdeu em Moscovo com o CSKA (3-1), mas foi capaz de reagir ao terceiro jogo, ganhando em Coimbra à Académica (3-1). Depois, entre finais de Setembro e início de Outubro, empataram consecutivamente no Bessa com o Boavista (0-0) e em Istambul com o Besiktas (1-1), ganhando o terceiro jogo ao V. Guimarães (5-1). Na verdade, a última vez que os leões estiveram três jogos seguidos sem ganhar foi em Fevereiro e Março do ano passado, quando ao empate caseiro com o Wolfsburg (0-0), que ditou o afastamento da Liga Europa, se sucederam a derrota frente ao FC Porto no Dragão (0-3) e o empate com o Nacional na Choupana (2-2), que ao menos deixava a equipa de Marco Silva em boa posição para a segunda mão da meia-final da Taça de Portugal que acabaria por ganhar. Tão preocupante para Jesus como a atual série de resultados será seguramente a incapacidade defensiva que a equipa tem revelado nos últimos jogos, pois encaixou seis golos nas derradeiras três partidas: 3-2 ao Sp. Braga antes do 2-2 com o Tondela e do 0-2 com o Portimonense. Isso já não é novidade na presente temporada, ainda que na única vez que tal lhe acontecera – em Dezembro – tenha sido preciso um prolongamento: 3-4 com o Sp. Braga, 0-1 com o U. Madeira e 3-1 ao Paços de Ferreira. O que é novo é a tendência para os leões saírem atrás no marcador: ao intervalo dos últimos três jogos perdiam por 2-0 com o Sp. Braga e por 1-0 tanto com o Tondela como com o Portimonense. Nos 32 jogos oficiais que leva esta época, o Sporting só teve um 0-0 (com o Boavista, no Bessa) e nos 31 restantes marcou primeiro em 22. Dos nove em que teve de suportar um primeiro golo do adversário, só ganhou três vezes, a Benfica (2-1, após prolongamento), Besiktas (3-1) e Sp. Braga (3-2).   - O Paços de Ferreira não perdeu nenhuma das cinco partidas que já fez em 2016, tendo ganho duas: 2-0 ao Tondela e 2-1 ao V. Setúbal, ambas para a Liga. A última derrota dos castores aconteceu precisamente contra o Sporting, no último jogo de 2015, a 29 de Dezembro: 3-1 em Alvalade para a Taça da Liga. No campeonato não perdem desde 5 de Dezembro, quando foram batidos pelo FC Porto, no Dragão, por 2-1.   - Slimani, que não jogou na derrota do Sporting em Portimão, para a Taça da Liga, marcou nas últimas quatro partidas em que subiu ao relvado, que foram também as últimas quatro dos leões na Liga: aos bis ao FC Porto (2-0) e ao V. Setúbal (6-0), juntou o golo da vitória contra o Sp. Braga (3-2) e um outro no empate com o Tondela (2-2). Até hoje, nunca Slimani fez golos em cinco jornadas seguidas.   - Bruno Moreira, o goleador do Paços de Ferreira, tem estado imparável nos jogos em casa: vai com quatro seguidos sempre a marcar no Estádio Capital do Móvel, onde não fica a zeros desde 22 de Novembro (1-2 com o Rio Ave). Desde então, fez um golo nos 2-0 ao Estoril, dois nos 6-0 ao U. Madeira, um nos 2-2 com o Belenenses e outros dois nos 2-1 ao V. Setúbal.   - Além desse desafio, que será marcar na quinta partida consecutiva no Estádio Capital do Móvel, Bruno Moreira tem a oportunidade de jogar pela 50ª vez com a camisola do Paços de Ferreira. Dos 49 jogos que já fez, 43 foram para a Liga, tendo nessa competição feito 21 golos. Bruno Moreira atuou ainda cinco vezes na Taça de Portugal (com oito golos marcados) e uma na Taça da Liga (em que ficou em branco).   - Jorge Simão, treinador do Paços de Ferreira, vai para o sétimo jogo contra um grande e ainda procura a primeira vitória, mas já conseguiu empatar duas vezes, uma delas frente ao Sporting. Nos dois jogos em que enfrentou os leões, ambos em Alvalade, já ao serviço da equipa nortenha, obteve um empate a uma bola para a Liga, na primeira volta, e perdeu por 3-1 para a Taça da Liga.   - Além disso, Simão nunca ganhou a Jorge Jesus. Aliás, o empate de Alvalade, na primeira volta, foi mesmo a única ocasião em que evitou a derrota. Antes desse empate (e do desaire por 3-1, para a Taça da Liga, já referido), soma-lhe uma derrota por 2-0 no Restelo, ainda aos comandos do Belenenses, e frente ao Benfica, em 2014/15.   - Jorge Jesus só perdeu três vezes na Liga no ano de 2015, todas fora de casa e uma delas em Paços de Ferreira. Faz exatamente um ano na terça-feira que o Benfica de Jesus saiu do Estádio Capital do Móvel vergado a uma derrota por 1-0 (penalti convertido por Sérgio Oliveira ao minuto 90’), perdendo a oportunidade de se distanciar do FC Porto, que na véspera tinha pedido com o Marítimo nos Barreiros. Depois dessa derrota, Jesus ainda perdeu um jogo no Benfica (2-1 frente ao Rio Ave) e outro já no Sporting (1-0 com o U. Madeira).   - Os jogos entre Paços de Ferreira e Sporting costumam dar golos e sempre para os dois lados. Nas últimas cinco partidas entre as duas equipas, ambas marcaram, com duas vitórias leoninas por 3-1 (recentemente em Alvalade, para a Taça da Liga, e em Abril de 2014, em Paços de Ferreira, para o campeonato) e três empates a uma bola. A última vez que alguém ficou em branco já foi há mais de dois anos: em Dezembro de 2013, o Sporting ganhou em Alvalade ao Paços por 4-0.   - O Paços de Ferreira não ganha ao Sporting desde Maio de 2013, quando ali venceu na ponta final do campeonato, por 1-0, um resultado importante na sua caminhada para o terceiro lugar e que foi também relevante no afastamento dos leões dos lugares de acesso às competições europeias. O lateral Tony fez o golo solitário dessa vitória, da qual restam na capital do móvel o defesa Ricardo, o extremo Manuel José e o avançado Cícero, entretanto regressado da Turquia.
2016-01-23
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As três equipas que ainda não tinham tido penaltis a seu favor na Liga tiveram todas um nesta jornada: o U. Madeira converteu o seu na baliza da Académica, o Nacional fez o mesmo contra o Arouca, mas o Rio Ave falhou o seu primeiro penalti do campeonato, contra o Tondela. A partir de agora, já todas as equipas tiveram pelo menos um penalti a favor, sendo que ainda há duas sem qualquer grande penalidade contra: V. Guimarães e Benfica.   - Ainda acerca de penaltis, Bruno Moreira fez, de grande penalidade, o primeiro golo do Paços de Ferreira no empate a duas bolas frente ao Belenenses. Foi o sétimo penalti desta Liga a favor dos pacenses, que desta forma igualaram o Sporting na condição de equipa com mais remates dos onze metros a seu favor na competição. Aliás, o Paços de Ferreira vai com três jornadas seguidas a ter pelo menos um penalti a seu favor.   - Ao vencer o U. Madeira por 3-1, a Académica obteve a segunda vitória consecutiva em casa, pois já tinha ganho ao Belenenses por 4-3 na 13ª jornada. A última vez que a Académica tinha ganho duas vezes seguidas em casa tinha sido em Janeiro de 2014, quando bateu consecutivamente o P. Ferreira (4-2) e o Gil Vicente (1-0). João Real e Ivanildo, que fizeram golos na sequência presente, também já os tinham feito na de 2014.   - Fernando Alexandre, em contrapartida, marcou nos dois últimos jogos da Académica em Coimbra: fez o quarto nos 4-3 ao Belenenses e o segundo nos 3-1 ao U. Madeira.   - O central Paulo Monteiro fez o primeiro golo na Liga, na transformação de um penalti (o tal que foi o primeiro da equipa de Norton de Matos no campeonato). Mas já foi o seu quarto golo desta época, pois tinha obtido um hat-trick no jogo da Taça de Portugal contra o Sertanense, que o U. Madeira venceu por 5-1. Todos os seus golos foram de penalti.   - O Moreirense ganhou pela primeira vez na história no terreno do Boavista e fê-lo logo por 3-0. Foi a terceira vitória consecutiva dos cónegos em todas as competições, depois de terem ganho ao Nacional (2-0, para a Liga) e ao Oriental (4-2, para a Taça da Liga), algo que a equipa não conseguia desde Agosto de 2013, quando ainda estava na II Liga e venceu sucessivamente Ac. Viseu, Sp. Covilhã e Chaves.   - Rafael Martins, do Moreirense, vai com quatro jogos seguidos sempre a marcar golos: fez o golo ao Sporting na derrota por 3-1 em Alvalade, depois bisou nos 2-0 ao Nacional e nos 4-2 ao Oriental e agora fez o segundo nos 3-0 ao Boavista. Melhorou a sua melhor sequência desta época, que era de três jogos sempre a marcar (Tondela, Aves e V. Setúbal) e igualou a melhor desde que está em Portugal, quando festejou sucessivamente contra Nacional, Académica, Benfica e Olhanense, em Abril e Maio de 2014. Esta sequência, porém, tem uma particularidade: é que pelo meio o brasileiro não jogou frente ao Sp. Braga.   - Os 3-0 encaixados contra o Moreirense representam a derrota mais alargada do Boavista em casa desde uns 4-1 que sofreram do Vizela, em Março de 2014, no Campeonato Nacional de Seniores. Na I Liga, o Boavista não perdia em casa por três ou mais golos desde Outubro de 2006, quando o Nacional ali venceu por 4-0.   - Ao empatar com o Arouca, em casa (2-2), o Nacional somou o sexto jogo seguido sem vitória, contando todas as competições. A equipa de Manuel Machado iguala assim a série negra de Março e Abril do ano passado, quando somou três empates e três derrotas contra Sporting (duas vezes), Benfica, FC Porto, Académica e Rio Ave. Desta vez, após a vitória contra o Marítimo (3-1, em finais de Novembro), também tem três empates e três derrotas, ante FC Porto, Benfica, Estoril, Aves, Moreirense e Arouca.   - O empate na Choupana confirma que o Arouca gosta mesmo de dividir os pontos: foi o oitavo em 15 jornadas para a equipa orientada por Lito Vidigal. Na últimas cinco jornadas, porém, os jogos dos arouquenses têm descoberto os golos, pois em todas elas se verificou que ambas as equipas marcaram.   - Zequinha, que fez o primeiro golo do Arouca na Choupana, ainda não tinha marcado esta época. O seu último golo na Liga já tinha sido na Madeira, a 6 de Abril de 2015, e também tinha valido um empate, mas ao V. Setúbal (que representava nessa altura) num jogo frente ao Marítimo.   - O empate frente ao Estoril valeu mais uma expulsão ao Marítimo. Desta vez foi Ruben Ferreira, a ver o segundo amarelo já em período de compensações. Foi a 12ª expulsão dos verde-rubros em 15 jornadas da Liga, o que transforma este parcial no total de expulsões mais elevado da história do Marítimo na I Liga. E ainda falta mais de meio campeonato.   - Leo Bonatini fez o golo que valeu ao Estoril o empate nos Barreiros contra o Marítimo. O avançado brasileiro marcou os últimos quatro golos dos canarinhos, todos os que a equipa fez desde o início de Dezembro. O último além dele a marcar um golo pelo Estoril foi Dieguinho, na vitória por 1-0 frente ao Caldas, na Taça de Portugal, a 22 de Novembro. Na Liga, então, ninguém a não ser Bonatini faz um golo pelo Estoril desde que Afonso Taira obteve o tento do empate (2-2) frente ao Rio Ave, a 24 de Outubro.   - O empate significou para o Estoril a continuação da série negra de jogos sem vitórias na Liga. São já nove, desde a vitória sobre o U. Madeira (2-1) em casa, a 27 de Setembro. O Estoril igualou assim a pior série da época passada, que foi de precisamente nove jogos da Liga sem ganhar entre um 1-0 ao Arouca (a 25 de Janeiro) e um 1-0 ao Paços de Ferreira (a 13 de Abril). Pelo caminho, José Couceiro saiu e cedeu o lugar a Fabiano Soares, o atual treinador.   - O golo de Suk ao Sp. Braga significa que esta já é a época mais produtiva do coreano do V. Setúbal. Ao todo, contabilizando todas as competições, Suk soma já onze concretizações (nove na Liga e duas na Taça de Portugal), batendo os seus próprios registos de 2014/15 quando, entre Nacional e V. Setúbal, acabou a temporada com dez (seis na Liga, três na Taça de Portugal e um na Taça da Liga).   - O bracarense Marcelo Goiano, que garantiu o empate do Sp. Braga em Setúbal, fez o seu primeiro golo na Liga. Já tinha marcado pelo Sp. Braga, mas sempre na Taça de Portugal: ao Alcains na época passada e ao Sporting esta época. Antes disso, pelo Feirense, também tinha um golo pelo Feirense, mas ao Fafe, também na Taça de Portugal.   - Carlos Martins voltou a ser expulso, no empate do Belenenses em Paços de Ferreira, o que já não lhe acontecia desde 8 de Fevereiro do ano passado, quando o Belenenses perdeu em Guimarães, por 1-0. Foi a terceira expulsão do médio desde que regressou de Espanha, para jogar no Benfica, e em nenhum desses jogos a sua equipa ganhou.   - Ukra falhou o primeiro penalti do Rio Ave nesta Liga e o primeiro de que os vila-condenses beneficiam desde 21 de Março. Nessa altura, o mesmo Ukra fez golo ao Benfica, contribuindo para uma vitória por 2-1 dos verde-e-brancos.        
2016-01-04
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Marcaram-se 40 golos nos nove jogos da 13ª jornada da Liga, o melhor parcial desde Maio de 2002. A última jornada em que se fizeram mais golos do que nesta foi a 34ª e última da Liga que o Sporting ganhou, na qual se celebraram 43 tentos. Desde aí jogaram-se 423 jornadas, nenhuma com tantos golos como a atual.   - Os 116 jogos já efetuados na atual Liga produziram 288 golos, a uma média de 2,48 golos por jogo. A média é, ainda assim, ligeiramente inferior à da época passada, que acabou com 2,49 golos por partida realizada, mas bastante superior à de 2013/14, onde se fizeram apenas 2,37 tentos por jogo.   - Leo Bonatini fez, de penalti, ao Boavista, o 250º golo da atual Liga. O golo 200 tinha pertencido a Piojo, do Tondela; o 150º a Adrien Silva, do Sporting; o 100º a Heldon, do Rio Ave; e o 50º a Aboubakar, do FC Porto.   - O boavisteiro Inkoom juntou-se ao lote dos jogadores que já foram expulsos por duas vezes na atual Liga, uma vez que juntou o vermelho mostrado por Tiago Antunes na receção ao Estoril a outro exibido por Manuel Mota, no jogo em casa com o Paços de Ferreira. O recorde ainda pertence a Edgar Costa, do Marítimo, que foi expulso três vezes.   - O nigeriano Uche estreou-se a marcar pelo Boavista, quase um ano depois do seu último golo, que tinha sido obtido com a camisola do Lierse, frente ao Beveren, na Liga belga, a 24 de Janeiro.   - Bonatini marcou o sétimo golo na atual Liga e o primeiro de penalti, na primeira vez que o Estoril beneficiou de uma grande penalidade na prova (já tinha tido uma na Taça de Portugal e outra na Taça da Liga). Quer isso dizer que já só há três equipas sem um único penalti a favor no campeonato: U. Madeira, Rio Ave e Nacional. Por outro lado, V. Guimarães, Sp. Braga e Benfica são os únicos sem penaltis contra.   - O empate significou o oitavo jogo seguido do Boavista sem ganhar na Liga, desde a vitória em Coimbra, frente à Académica, por 2-0. É a mais longa série sem vitórias dos boavisteiros na Liga desde o início da época de 2007/08, quando só ganharam à 11ª jornada: 3-2 ao V. Guimarães, a 26 de Novembro de 2007   - Jogo de pesadelo para o cabo-verdiano Gegé em Vila do Conde, na derrota do Arouca frente ao Rio Ave (1-3). Abriu o marcador para o adversário num autogolo logo ao primeiro minuto e foi expulso por acumulação de amarelos à meia-hora. Gegé não via um vermelho desde Abril do ano passado, quando saiu mais cedo, também com duplo amarelo, de uma derrota do Marítimo frente ao Nacional.   - Ao sexto jogo oficial entre ambos – cinco para a Liga e um para a Taça de Portugal – esta foi a primeira vez que o Rio Ave conseguiu ganhar ao Arouca. Até aqui somava um empate e quatro derrotas, uma delas no prolongamento, que lhe ditou a eliminação da Taça de Portugal de 2012/13.   - Ao ganhar por 6-0 ao U. Madeira, o Paços de Ferreira igualou o Benfica (que tinha ganho pelo mesmo resultado ao Belenenses) como detentor da maior goleada deste campeonato. Como já tinham ganho por 7-1 à Naval, em jogo da Taça de Portugal, esta foi já a segunda vitória dos pacenses por seis golos de diferença esta época, mas a primeira na Liga desde que bateram o Salgueiros por 6-0 na Mata Real a 10 de Março de 2002. O U. Madeira não perdia por uma diferença tão grande desde 3 de Maio de 1992, quando foi goleado na Luz pelo Benfica pelos mesmos 6-0.   - Ao bisar nos 6-0 ao U. Madeira, Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, marcou pela terceira jornada consecutiva, depois de já ter estado entre os goleadores pacenses na vitória frente ao Estoril (2-0) e na derrota contra o FC Porto (1-2). Na época passada até tinha marcado em quatro rondas consecutivas, entre a sexta e a nona, a Belenenses, Marítimo, Boavista e V. Setúbal.   - O guarda-redes Salin continuou a saga de expulsões do Marítimo, ao ver o vermelho na vitória dos madeirenses frente ao V. Guimarães. São já onze as expulsões maritimistas na Liga, o que é notável porque só se jogaram 13 jornadas. Na época passada, em toda a Liga, o Marítimo colecionou oito vermelhos. Não havia tantas expulsões num campeonato para a equipa verde-rubra desde 2010/11, mas nessa época foram precisas 30 jornadas para lá chegar.   - O Marítimo sofreu mais um golo de penalti e é também a equipa com mais grandes penalidades contra na Liga: cinco, tantas como a Académica. Sporting, Estoril, Boavista, Rio Ave e Nacional seguem-se com três.   - Mesmo assim, o Marítimo voltou a ganhar em Guimarães, onde já não se impunha para a Liga desde Maio de 2010. Nessa altura venceu por 2-1 e também teve o guarda-redes expulso: então foi o brasileiro Peçanha.   - Prossegue também a péssima campanha do estreante Tondela, que já vai no terceiro treinador mas não dá a volta à crise. Perdeu em casa com o Sp. Braga e manteve os cinco pontos em 13 jogos. Só houve duas equipas igualmente más ao fim de 13 rondas neste século e ambas acabaram a Liga em último lugar: a Naval de 2010/11 e a U. Leiria em 2007/08. Ninguém se salva da descida com tão poucos pontos à 13ª jornada desde o Rio Ave em 1996/97: tinha dois pontos à 13ª jornada e acabou a época em 15º lugar, dois pontos acima da linha de água.   - A vitória em Tondela (1-0) foi também o sétimo jogo do Sp. Braga com a baliza a zeros na últimas oito jornadas. Desde que ganhou ao Marítimo por 5-1, a 21 de Setembro, a equipa de Paulo Fonseca só sofreu golos num jogo da Liga: a derrota em casa com o Benfica, por 2-0.   - Prossegue, ao contrário, a catástrofe defensiva do Belenenses. A derrota (4-3) em Coimbra quer dizer que os azuis continuam como equipa mais batida da Liga, com 30 golos encaixados em 13 jornadas. Não havia uma defesa tão goelada em 13 semanas desde o Paços de Ferreira de 2011/12, que chegou à 13ª jornada com os mesmos 30 golos sofridos. É o pior registo dos azuis em 65 anos: em 1950/51 sofreram 35 golos nas primeiras 13 jornadas da Liga, mas acertaram e só deixaram entrar mais 13 nas 13 jornadas seguintes.
2015-12-15
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Ao vencer o Paços de Ferreira por 2-1, depois de ter estado a perder, o FC Porto conseguiu virar o marcador pela primeira vez desde que é treinado por Julen Lopetegui. A última virada dos dragões tinha sido a 5 de Fevereiro de 2014, ainda com Paulo Fonseca aos comandos, num jogo da Taça de Portugal, frente ao Estoril, no Dragão: Babanco adiantou os canarinhos, Quaresma empatou antes do intervalo e Ghilas fez o golo da vitória a três minutos do final.   - Mesmo vencendo, o FC Porto falhou o objetivo de passar um ano inteiro sem sofrer golos em casa em jogos da Liga portuguesa. Faltaram nove dias, pois ninguém marcava no Dragão para o nosso campeonato desde que Lima ali bisou na vitória do Benfica por 2-0, a 14 de Dezembro do ano passado. O golo de Bruno Moreira, logo aos 8 minutos de jogo, significa ainda que a série de minutos de jogo sem sofrer golos em casa para a Liga estancou aos 1483, 98 minutos aquém dos 1581 que Vítor Baía e Cândido estiveram sem sofrer golos nas Antas em 1994   - Pelo segundo jogo consecutivo, o FC Porto teve dois mexicanos a marcar. Na Madeira, contra o União, Herrera e Corona tinham estado entre os goleadores do 4-0 final, ao passo que agora, contra o Paços de Ferreira, Corona e Layun fizeram os tentos portistas. O segundo veio na sequência de um penalti cometido sobre Hererra.   - O primeiro penalti a favor do FC Porto esta época veio finalmente permitir que se perceba quem é “o especialista” dos dragões nesse tipo de lances. É Layun, o primeiro jogador do FC Porto a marcar um penalti desde que Quaresma converteu um frente ao Bayern Munique, a 15 de Abril. Depois disso, a 10 de Maio, o mesmo Quaresma falhou um contra o Gil Vicente.   - O FC Porto obteve a terceira vitória consecutiva, depois dos sucessos contra o Tondela (1-0) e U. Madeira (4-0). Está a um sucesso de igualar a melhor sequência da época, que são quatro vitórias seguidas, contra o Chelsea (2-1), o Belenenses (4-0), o Varzim (2-0) e o Maccabi (2-0), em Setembro e Outubro.   - Na Liga, os dragões ganharam os últimos quatro jogos depois do empate em casa com o Sp. Braga: V. Setúbal (2-0), Tondela (1-0), U. Madeira (4-0) e P. Ferreira (2-1). Não o conseguiam desde as sete vitórias seguidas em Fevereiro e Março.   - Brahimi viu interrompida uma série de dois jogos seguidos a marcar golos, mas fez a terceira assistência da época, ao servir Corona para o primeiro golo portista. Antes, já tinham sido dele os passes para os golos de Aboubakar e Corona que inauguraram o marcador nos jogos com o Estoril e o Belenenses.   - Corona voltou a ser titular e a marcar um golo. Vai com seis jogos a titular pelo FC Porto e seis golos. A jogar de início, só ficou em branco contra o Benfica, mas em contrapartida bisou no jogo com o Arouca.   - Tal como Corona, também o pacense Bruno Moreira marcou pelo segundo jogo consecutivo, depois de ter estado na folha de goleadores da vitória da sua equipa contra o Estoril (2-0). Repete o que já conseguira contra o Nacional e a Naval, em Outubro, com uma nuance: na altura bisou ante os madeirenses e fez quatro tentos aos figueirenses.
2015-12-06
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Último Passe

FC Porto e Sporting responderam bem à vitória do Benfica na abertura da 12ª jornada da Liga, ganharam também e deixaram tudo na mesma no topo da classificação. Não foram vitórias fáceis, mas chegaram com declaração de voto: o FC Porto superou pela primeira vez com Lopetegui o trauma de entrar a perder e virou o jogo contra o Paços de Ferreira, aproveitando da melhor forma a ingenuidade de um penalti nascido do nada, enquanto que o Sporting repetiu mais uma vez a margem mínima que vem sendo a sua imagem de marca, desta vez com direito a sofrimento contra um Marítimo que, com jogadores motivados para salvarem a cabeça do treinador, Ivo Vieira, exigiu o melhor que Rui Patrício tinha para dar. Duas super-defesas do guarda-redes da seleção nacional, uma ainda com o marcador em branco e outra depois de Adrien ter adiantado os líderes, enfatizaram o sucesso de um Sporting de fato-macaco vestido. Em condições difíceis, da relva à humidade do Funchal, que ajudaram o Marítimo a suplantar a equipa de Jorge Jesus na intensidade com que abordava cada duelo, sobretudo durante a primeira parte, os leões tiveram de aguentar um arranque exigente, foram equilibrando a equipa e chegaram à vantagem na mais bonita jogada de todo o desafio, uma triangulação perfeita com rasgo de imaginação de João Mário antes da assistência para o capitão de equipa. Depois, mesmo já não tendo começado com muita gente na frente – a lesão de Gutièrrez e o castigo a Slimani aproximaram mais o Sporting do 4x3x3 que do 4x4x2 preferido do seu treinador – Jesus foi puxando a equipa para trás, entendendo que seria essa a melhor forma de preservar a vantagem. Trocou Gelson por Aquilani e no final, para conter o maior assédio do Marítimo, ainda chamou Naldo ao campo, por troca com João Mário. É feio? Talvez. Mas deu três pontos num campo onde o FC Porto tinha deixado dois. Antes, o FC Porto tinha sofrido também para se colocar em vantagem contra um Paços de Ferreira personalizado e com gente que sabe bem o que está a fazer em campo. O golo de Bruno Moreira, fruto de um erro de posicionamento do bloco defensivo portista na sequência de um canto, apresentava um desafio de monta, pois até aqui nunca o FC Porto de Lopetegui conseguira virar um jogo. Mas os dragões foram empurrando o adversário para trás, criaram várias situações de golo – em noite negativa de Aboubakar, que, traído por um mau primeiro toque, confirmou as dificuldades para ser decisivo em espaços curtos –, empataram ainda antes do intervalo, numa bela movimentação de Corona em direção ao espaço interior, e acabaram por chegar à vantagem no seu primeiro penalti da época. O FC Porto jogou o suficiente para ganhar de outra forma, mas acabou por beneficiar de um mau atraso de Baixinho para o guarda-redes Marafona, de uma insistência pressionante de Herrera – bom jogo do médio mexicano – e de uma rasteira imprudente do mesmo Baixinho para se colocar em vantagem num penalti de Layun.
2015-12-06
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Stats

Mais um zero na suas redes e o FC Porto assegurará um ano inteiro sem sofrer golos em casa na Liga. O último jogador a marcar ali nesta competição foi Lima, a 14 de Dezembro do ano passado, na vitória do Benfica por 2-0. Depois de receber o Paços de Ferreira, o FC Porto só volta a jogar em casa na Liga no dia 20, contra a Académica. Mas se a celebração do ano inteiro sem sofrer golos em casa na Liga pode chegar já nesta ronda, os dragões terão ainda outra marca em mente na próxima partida. É que desde o segundo golo do Benfica nessa partida de 2014, os dragões somam já 1475 minutos de jogo sem golos dos adversários no seu estádio. Faltam-lhes 106 minutos para igualarem uma série estabelecida por Vítor Baía e Cândido de Janeiro a Dezembro de 1994. Nessa altura, os dois guarda-redes que o FC Porto usou estiveram 1581 minutos sem sofrer golos em casa no campeonato, entre um golo de Hermé (nos 4-1 ao U. Madeira, a 5 de Janeiro de 1994) e outro de Figo (no 1-1 com o Sporting, a 11 de Dezembro do mesmo ano). Atualmente, Helton, Fabiano e Casillas foram responsáveis pela manutenção do zero nos jogos com V. Setúbal (4-0), Belenenses (3-0), Paços de Ferreira (5-0), V. Guimarães (1-0), Sporting (3-0), Arouca (1-0), Estoril (5-0), Académica (1-0), Gil Vicente (2-0), Penafiel (2-0), V. Guimarães (3-0), Estoril (2-0), Benfica (1-0), Belenenses (4-0), Sp. Braga (0-0) e V. Setúbal (2-0). Dezasseis jogo completos, mais 35 minutos na partida perdida contra o Benfica. A ajudar à festa, Iker Casillas é também o guarda-redes há mais tempo sem sofrer golos na Liga, se contabilizarmos também os jogos fora de casa. O último golo sofrido pelo FC Porto foi obtido por André Fontes, a 2’ do final do empate (2-2) que os dragões cederam ante o Moreirense. Desde aí, são 452 minutos sem sofrer golos na prova, ainda assim a 50 minutos do recorde desta época, que são os 502 minutos fixados pelo bracarense Kritciuk antes dos golos encaixados na partida contra o Benfica, na passada segunda-feira.   - Brahimi marcou golos nos últimos dois jogos do FC Porto, as vitórias em Aveiro contra o Tondela (1-0) e na Choupana ante o U. Madeira (4-0). Se voltar a marcar contra o Paços de Ferreira iguala a sua melhor série de 2014/15, em que fez golos consecutivamente a Nacional, Athletic Bilbau e Estoril.   - Ruben Neves poderá fazer o 50º jogo com a camisola do FC Porto. Soma até este momento 49 partidas e um golo, logo na primeira de todas, os 2-0 ao Marítimo a 15 de Agosto de 2014. Dos 49 jogos, 30 foram na Liga portuguesa, 14 na Liga dos Campeões, três na Taça da Liga e dois na Taça de Portugal.   - Fábio Cardoso estreou-se na Liga portuguesa a jogar contra o FC Porto, mas não levou uma história muito feliz para contar em casa: Paulo Fonseca fê-lo entrar a sete minutos do fim da derrota do Paços no Dragão (5-0) em Fevereiro. O mesmo sucedeu, aliás, com Minhoca, que se estreou na Liga portuguesa contra o FC Porto, lançado como titular por Henrique Calisto na derrota (3-0) no Dragão, em Fevereiro do ano passado.   - Jorge Simão, o treinador do Paços de Ferreira, empatou o único confronto com o FC Porto e com Julen Lopetegui. Foi em Maio e o empate, ainda ao serviço do Belenenses, no Restelo (1-1) valeu a certeza matemática do bi-campeonato ao Benfica de Jorge Jesus, que ao mesmo tempo empatava a zero com o Vitória em Guimarães.   - O FC Porto ganhou os últimos seis jogos com o Paços de Ferreira, todos eles sem sofrer golos. Na última vez que marcaram um golo ao FC Porto, por Melgarejo, em Março de 2012, os pacenses roubaram dois pontos aos dragões, fruto de um empate a uma bola na Mata Real. No Dragão, então, os castores não fazem golos desde Maio de 2011, quando eram dirigidos por Rui Vitória e ali empataram a três golos, com um hat-trick de Pizzi.   - Jackson Martínez marcou nos últimos cinco jogos do FC Porto com o Paços de Ferreira, isto é, em todos desde Janeiro de 2013. Essa vitória portista, por 2-0, no Dragão, representa a última vez em que o sucesso do FC Porto sobre o Paços não teve golos do ponta-de-lança. Boas perspetivas para Aboubakar, que não marca desde a receção ao V. Setúbal (a 8 de Novembro) e fez apenas dois golos nos últimos dois meses: esse um outro, contra o Maccabi, a 20 de Outubro.   - O Paços de Ferreira só ganhou duas vezes ao FC Porto em toda a sua história, ambas em casa, mas a última já foi em Maio de 2003, com os dragões em descompressão, a caminho da final da Taça UEFA, que jogaram dez dias depois. Cadu fez o golo solitário da vitória pacense, já em período de descontos.   - O FC Porto só perdeu duas vezes em 26 jogos com Carlos Xistra a apitar, na Liga, a última das quais em Janeiro de 2008, em Alvalade, com o Sporting (2-0). Nos quase oito anos desde essa partida, Xistra apitou 15 jogos dos dragões, com 12 vitórias e três empates. Sucede que também o Paços de Ferreira costuma dar-se bem com este árbitro, o único da atual primeira categoria com o qual, tendo feito mais de um jogo, têm uma percentagem de vitórias superior a 50%: ganharam 11 das 20 partidas com ele a apitar (55%).
2015-12-04
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- Ao vencer o Marítimo por 3-1, o Nacional completou o oitavo dérbi do Funchal consecutivo sem derrota: quatro vitórias e três empates contra o Marítimo e uma vitória frente ao U. Madeira. A última derrota dos alvi-negros contra uma equipa da Madeira faz três anos na próxima semana: foi a 9 de Dezembro de 2012, nos Barreiros, contra o Marítimo (2-0, golos de Fidelis e Sami).   - Esse jogo foi também o último que o Marítimo ganhou contra outra equipa da Madeira. Desde então, três empates e quatro derrotas contra o Nacional e ainda uma derrota com o U. Madeira. Na Choupana, então, o Marítimo já não ganha desde Novembro de 2007 – há oito anos. A última vez que ali venceu foi por 2-0, com golos de Makukula e Wênio.   - O Nacional alargou para 17 jogos a série de imbatibilidade caseira que já é a mais longa da sua história em épocas nas quais joga a I Liga. A última vez que a equipa de Manuel Machado perdeu em casa foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto, voltaram a passar por lá os leões e o FC Porto, mas ambos empataram. Dos 17 jogos da corrente série, o Nacional ganhou onze e empatou seis.   - O dérbi da Madeira ficou marcado por mais duas expulsões do Marítimo. Desta vez foram Raul Silva e Edgar Costa, a elevar para dez o total de vermelhos a jogadores do Marítimo, em onze jornadas. O central viu o segundo vermelho na Liga, enquanto que o extremo já vai no terceiro. Na época passada, dois jogadores viram três vermelhos na Liga, mas o boavisteiro Philipe Sampaio só lá chegou à 29ª jornada e o penafidelense Tony à 15ª.   - Wyllian, autor do terceiro golo do Nacional, não fazia um golo há um ano. O último tinha sido a 8 de Dezembro de 2014 e também tinha sido marcado ao Marítimo, na altura contribuindo para uma vitória por 3-0.   - Arnold Issoko, autor dos dois golos do V. Setúbal frente ao U. Madeira, marca sempre aos pares. Já tinha bisado no Bonfim, contra o V. Guimarães, em Setembro, mas também nessa altura os sadinos tinham empatado o jogo a duas bolas. Este é, aliás, o quarto empate a dois golos do V. Setúbal na atual Liga, todos em casa – antes tinha acontecido contra Boavista, Rio Ave e V. Guimarães.   - Danilo Dias, autor de um dos golos do U. Madeira no empate em Setúbal, voltou a marcar na Liga portuguesa mais de dois anos depois do último tento – ainda que tenha passado parte desse tempo no Azerbaijão. É curioso que o último golo já tinha sido ao V. Setúbal, no Bonfim. Foi a 15 de Setembro de 2013 e ajudou o Marítimo a vencer ali por 4-2.   - A segunda vitória de Sérgio Conceição aos comandos do V. Guimarães surgiu como a primeira: em cima do minuto 90. Antes, tinha sido um golo de Ricardo Valente a dar o 1-0 em Paços de Ferreira; agora foi Cafu quem garantiu o 2-1 sobre o Boavista, no Bessa. Os dois jogos deram duas vitórias seguidas fora de casa, algo que o V. Guimarães já não conseguia desde Outubro e Novembro do ano passado, quando ganhou consecutivamente em Setúbal e Arouca.   - O V. Guimarães voltou a ganhar no Bessa 17 anos depois do último sucesso para a Liga, que tinha sido em Março de 1998, por 1-0 (marcou Riva). Desde então, porém, tinha ali ganho por 2-0 para a Taça de Portugal, em Novembro de 2008, com golos de Gregory e Fajardo.   - Petit deixou de ser o treinador do Boavista, tornando-se o quarto técnico a deixar o cargo na atual Liga. Antes dele, Armando Evangelista deu o lugar a Sérgio Conceição no V. Guimarães; José Viterbo foi substituído por Filipe Gouveia na Académica e Vítor Paneira abriu vaga para Rui Bento no Tondela.   - Ao décimo jogo, Gonçalo Paciência marcou o primeiro golo na Liga, ajudando a Académica a empatar em casa com o Arouca (1-1). O pai, Domingos, marcou na estreia, a 13 de Abril de 1988, numa vitória do FC Porto sobre O Elvas (4-0).   - O empate em Coimbra significa que o Arouca alonga para nove a série de jogos sem ganhar na Liga: todos, desde as vitórias nas duas primeiras jornadas, contra Moreirense e Benfica. Já igualou a pior série da história do clube na divisão principal, estabelecida em precisamente nove jogos sem ganhar, entre o sucesso contra o Nacional (1-0 na Choupana, a 15 de Setembro de 2013) e outro no terreno do Gil Vicente (3-0, a 22 de Dezembro).   - Iuri Medeiros garantiu a vitória do Moreirense em Vila do Conde, contra o Rio Ave (1-0). Vai com dois jogos seguidos a marcar, pois já tinha sido ele a abrir o ativo contra o Paços de Ferreira (2-0), na jornada anterior. Medeiros não fazia golos em jogos seguidos desde Abril e Maio do ano passado, quando, ainda no Sporting B, até marcou em três, a Marítimo B, FC Porto B e Benfica B.   - Depois de um início de época difícil, o Moreirense já vai com duas vitórias seguidas. A última vez que ganhara duas vezes seguidas na Liga tinha sido em Outubro e Novembro do ano passado, quando se impôs a Gil Vicente (2-0) e Marítimo (2-1).   - A derrota com o Moreirense significou o primeiro jogo do Rio Ave sem marcar golos esta época. Os vila-condenses tinham marcado sempre nas dez jornadas anteriores, bem como nos dois desafios da Taça de Portugal, e eram a única equipa da Liga a poder gabar-se de nunca ter ficado em branco.   - Mais um golo do jovem Diogo Jota, que começa a ser talismã do Paços de Ferreira. O miúdo (18 anos) já tem nove golos pela equipa sénior dos pacenses, que quando ele marcou ganharam sempre: 4-0 ao Atl. Reguengos, 9-0 ao Riachense e 3-2 à Académica (aqui bisou) na época passada; 1-0 ao Boavista, 7-1 à Naval (outro bis), 2-0 ao Marítimo e agora 2-0 ao Estoril.
2015-11-30
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A oitava jornada da Liga teve oito expulsões, recorde da competição esta época e marca mais vermelha desde a 24ª ronda da época passada, quando foram expulsos nove jogadores. Neste fim-de-semana tiveram ordem de expulsão Jota (Nacional), Renato Santos (Boavista), Tiago Rodrigues (Marítimo), Leo Bonatini (Estoril), Capela (Rio Ave), Moreno e Alex (ambos do V. Guimarães) e Dolly Menga (Tondela). Na 24ª jornada de 2014/15, jogada entre 6 e 9 de Março deste ano, tinham ido mais cedo para o duche Miguel Lourenço (V. Setúbal), Ebinho (Marítimo), Hugo Basto (Arouca), Nii Plange, Bernard e Sami (todos do V. Guimarães), Tobias (Sporting), Dani e Pedro Ribeiro (os dois do Penafiel).   - O empate do Nacional em casa com o Boavista (0-0) permitiu aos madeirenses alargar a mais longa série de jogos sem perder em casa em épocas nas quais estão na I Liga para 15 jogos. A última derrota do Nacional no seu estádio foi a 21 de Dezembro, com o Sporting, para a Liga (0-1) e entretanto já lá voltaram a passar os leões e o FC Porto, tendo ambos saído dali com empates.   - O Boavista voltou a ter um jogador expulso na Madeira. Desta vez foi Renato Santos, que viu o vermelho no empate a zero no terreno do Nacional. Na época passada Afonso Figueiredo tinha sido expulso no desaire (1-2) na Choupana, enquanto os 0-4 encaixados nos Barreiros contra o Marítimo tinham ficado pontuados pelos vermelhos a Beckeles, Philippe Sampaio e Mika.   - Tiago Rodrigues viu o segundo vermelho desta temporada, na derrota do Marítimo em casa ante o Paços de Ferreira, igualando o setubalense Fábio Pacheco como jogador mais vezes expulso na atual edição da Liga. Estranho no caso do médio do Marítimo, que já foi expulso tantas vezes neste início de época como no total dos jogos feitos em quatro temporadas de senior.   - O Paços de Ferreira conseguiu nos Barreiros a terceira vitória seguida depois da derrota na Luz com o Benfica, a 26 de Setembro. Ganhou em casa ao Nacional (3-1) e fora à Naval (7-1) e ao Marítimo (2-0). Está a um jogo de igualar a melhor série de vitórias consecutivas da época passada, fixada precisamente nesta altura: de 29 de Setembro a 25 de Outubro ganhou sucessivamente a Belenenses (2-0), Marítimo (3-2), Atlético Reguengos (4-0) e Boavista (2-1).   - Guedes, que fez o segundo golo do Rio Ave no empate (2-2) no Estoril, marcou pelo terceiro jogo consecutivo, depois de ter bisado na vitória frente ao V. Guimarães (3-2, na Taça da Liga) e de ter marcado também no sucesso contra o União (3-0, Taça de Portugal). Já igualou a melhor série da sua carreira, estabelecida em Fevereiro e Março deste ano, quando ao serviço do Penafiel fez golos sucessivamente a Marítimo, V. Setúbal e Moreirense.   - Tomané, do V. Guimarães, fez o primeiro golo na Liga portuguesa esta época, na qual já tinha marcado mas aos austríacos do Altach, na pré-eliminatória da Liga Europa. Marcou à Académica, o seu adversário predileto, uma vez que já tinha sido aos estudantes que tinha feito os dois golos anteriores na competição: um na vitória por 4-2 em Coimbra a 23 de Maio e outro no sucesso por 4-0 em Guimarães, a 17 de Janeiro.            - O Arouca não conseguiu ganhar ao Tondela (empatou a uma bola, em casa), mas alargou a corrente série de invencibilidade para seis jogos, depois da derrota frente ao FC Porto, a 12 de Setembro (1-3). Todos eles deram empate: U. Madeira (0-0), Belenenses (2-2), Sp. Braga (0-0), Varzim (0-0, na Taça da Liga, com vitória nos penaltis), Leixões (1-1, na Taça de Portugal, com sucesso no prolongamento) e agora Tondela (1-1). Para encontrar seis jogos seguidos do Arouca sem derrotas é preciso ir até Outubro e Novembro de 2012, na época em que subiu ao escalão principal. Nessa altura, entre Taça de Portugal e II Liga, foram sete jogos seguidos sem derrotas.   - André Claro voltou a marcar na vitória do V. Setúbal ante o Moreirense (2-0), fazendo o sexto golo da época. Esta já é a segunda melhor temporada de toda a sua carreira, igualando a de 2012/13, quando fez seis golos com a camisola do Arouca, na II Liga. Para encontrar melhor é preciso recuar até 2011/12, quando representou o Famalicão e marcou 11 vezes na II Divisão B. Mas mesmo aí só chegou ao sexto golo em Fevereiro.   - O golo de Tiago Caeiro, no último minuto do jogo com o U. Madeira, garantiu a quarta vitória seguida do Belenenses, depois dos sucessos contra Atlético (2-0, na Taça da Liga), Olhanense (1-0, na Taça de Portugal) e Basileia (2-1, na Liga Europa). Desde Outubro e Novembro do ano passado que os azuis não ganhavam tantas vezes seguidas. Na altura foram cinco vitórias, com Estoril (2-1), Ac. Viseu (2-0), Boavista (3-1), Moreirense (1-0) e Trofense (5-0).
2015-10-27
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- Dirceu, do Marítimo, foi o quinto jogador da equipa verde-rubra a ver um cartão vermelho na Liga, depois de Tiago Rodrigues (contra o Belenenses), João Diogo e Raul Silva (frente ao Sp. Braga) e Diallo (ante o Tondela). O Marítimo destaca-se, assim, do V. Setúbal como a equipa com mais expulsões na Liga (os sadinos têm três), somando já 152 minutos em inferioridade numérica na prova.   - Rui Pedro fez, de penalti, o golo que valeu a primeira vitória da Académica na Liga, à sétima jornada (1-0 ao Marítimo). Já na época passada o primeiro golo do médio gaiense tinha sido obtido frente aos insulares, mas na ocasião, à segunda jornada, a Académica perdeu por 2-1.   - Ao ganhar ao Marítimo, a Académica igualou o seu pior registo de sempre, pois já em 1943/44 obtivera a primeira vitória à sétima jornada, na ocasião frente ao V. Guimarães, por 3-2, depois de seis derrotas seguidas. Nessa época acabou a Liga em nono lugar (entre dez participantes), escapando à justa à despromoção.   - O V. Setúbal bateu o Estoril em casa por 1-0 e elevou a série de jogos sem derrota no Bonfim para cinco, desde a derrota frente ao FC Porto (0-2), a 3 de Maio. Já superou o melhor registo da época passada mas está ainda muito aquém do que estabeleceu entre Dezembro de 2013 e Setembro de 2014: na altura foram 15 jogos, entalados entre duas derrotas frente ao Benfica (0-2 e 0-5).   - Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, fez golos nas duas balizas na vitória (3-1) frente ao Nacional: marcou dois pela sua equipa e um na própria baliza. É a segunda vez esta época que um jogador fez pelo menos um golo e um autogolo no mesmo jogo: já tinha sucedido a Gonçalo Brandão, do Belenenses, no empate (3-3) contra o Rio Ave, na jornada inaugural.   - Um dos golos do Paços de Ferreira nasceu de uma grande penalidade, a terceira assinalada contra o Nacional em sete jornadas da Liga. O Nacional igualou assim o Rio Ave como equipas que mais penaltis cometeram neste início de campeonato, com a vantagem para os insulares de terem visto um dos adversários falhar: Rabiola, da Académica, chutou ao poste.   - O Moreirense voltou a empatar, desta vez em Tondela (1-1), mas já é a única equipa da Liga que ainda não venceu, após sete jornadas. Nunca tal lhe tinha acontecido, em cinco épocas na I Liga.   - Romário Baldé, avançado emprestado pelo Benfica ao Tondela, fez ao Moreirense o primeiro golo como sénior: na época passada ficara em branco nos nove jogos que fez pelo Benfica B, da mesma forma que não tinha marcado nas primeiras duas partidas dos beirões.   - Segundo golo em partidas consecutivas para Bressan, do Rio Ave. Depois de ter feito o tento com que os vila-condenses bateram a Académica, por 1-0, repetiu agora a proeza no 1-0 ao Boavista. Bressan não marcava em jogos seguidos desde o final de 2011, quando era uma das figuras do Bate Borisov e fez golos em seis jornadas seguidas da Liga bielorussa.   - O Boavista só perdeu três jogos no campeonato e dois deles foram nos derradeiros instantes. Se agora viu Bressan marcar o golo da vitória do Rio Ave aos 90+4’, já tinha sido batido em casa pelo Paços de Ferreira, com um tento de Diogo Jota aos 89’.   - Ao empatar a zero com o Arouca na Pedreira, o Sp. Braga ficou pela terceira vez em branco esta época (0-1 no Estoril e com o Rio Ave em Vila do Conde), mas foi a primeira vez que tal lhe aconteceu nos jogos em casa, onde tinha feito onze golos em três partidas. Foram sete jogos sempre a marcar desde o empate (0-0) com a Académica, em Março. Foi igualada mas não ultrapassada a melhor série da época passada.
2015-10-05
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Gonçalo Guedes fez o primeiro golo com a camisola do Benfica, ao 16º jogo oficial, a vitória por 3-0 frente ao Paços de Ferreira. Tornou-se assim o mais jovem marcador da história dos encarnados desde que o norte-americano Freddy Adu marcou o golo do empate (1-1) na Amadora, num jogo frente ao Estrela que contava para a Taça da Liga, oito anos exatos antes do golo do jovem de Benavente. Gonçalo Guedes fez o golo ao Paços de Ferreira a 26 de Setembro de 2015, a dois dias de completar 18 anos e dez meses; Adu tinha-se estreado a marcar pelo Benfica também a 26 de Setembro, mas de 2007, com 18 anos e três meses de idade. Mesmo se contarmos apenas jogos da Liga, Gonçalo Guedes não bate a idade de Adu à data do primeiro golo: fê-lo a 28 de Outubro de 2007, numa vitória por 2-1 sobre o Marítimo, com 18 anos e quatro meses.   - Ao assistir Gonçalo Guedes para o 2-0, o argentino Gaitán mantém-se como melhor assistente da Liga, com cinco passes para golo (antes tinha feito os passes para golos de Mitroglou e Nelson Semedo ao Estoril e Jiménez e Jonas ao Moreirense). O segundo melhor assistente da Liga é Gonçalo Guedes, com quatro passes para golo: Jonas e Talisca ao Belenenses, mais dois para Jonas ao Paços de Ferreira.   - A vitória sobre o Paços de Ferreira permitiu a Rui Vitória chegar pela primeira vez ao fim de um jogo contra uma ex-equipa na Liga sem sofrer golos. Até aqui tinha encaixado doze em oito jogos, nunca mantendo a baliza a zeros.   - Jonas segue com sete golos em seis jornadas da Liga, com uma média superior a um golo por jogo. O último jogador a consegui-lo à sexta jornada tinha sido Montero (Sporting, em 2013/14). No Benfica ninguém tinha uma marca assim desde Cardozo, em 2009/10.   - Jonas vai ainda com seis jogos consecutivos a marcar em casa, na Liga. Ficou em branco contra o FC Porto (0-0), em finais de Abril, mas depois marcou ao Penafiel (um golo nos 4-0), ao Marítimo (dois nos 4-1) e, já esta época, ao Estoril (dois nos 4-0), ao Moreirense (um nos 3-2), ao Belenenses (dois nos 6-0) e agora ao Paços de Ferreira (dois nos 3-0).   - Luisão completou o 465º jogo pelo Benfica, igualando Manuel Bento como o sexto homem com mais partidas pelos encarnados em toda a prova. À frente dele só estão agora Nené (575 jogos), Veloso (538), Coluna (525), Humberto Coelho (498) e Shéu (487).   - O guarda-redes Marafona vai com 40 jogos completos consecutivos no campeonato. Entre a Liga anterior, que fez no Moreirense, e a atual, no Paços de Ferreira, são 3600 minutos sem falhar um, o que faz dele o jogador há mais tempo consecutivo em atividade na prova.   - O Paços de Ferreira sofreu a segunda chapa 3 consecutiva na Liga, depois de ter perdido em casa com o Rio Ave por 3-0. Algo que não acontecia aos pacenses desde Dezembro de 2013, quando depois de perderem em Alvalade com o Sporting por 4-0 foram batidos em casa pelo Estoril por 3-0.
2015-09-27
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Último Passe

A vitória clara do Benfica sobre o Paços de Ferreira (3-0) e o empate do Sporting com o Boavista (0-0) permitiram que os três primeiros ficassem mais juntos no topo da tabela e que a Liga reencontrasse os seus equilíbrios naturais. O Benfica não jogou uma maravilha, mas teve a fazer a diferença aquilo que ao Sporting vem faltando: talento. Contudo, houve mais do que isso.A forma mais evidente de separar o que fez o Benfica do que fez o Sporting é o recurso ao primeiro golo de Jonas, uma obra de arte inventada quase a solo pelo goleador brasileiro. Até aí, o Paços tinha mostrado qualidade na saída de bola e na organização defensiva e ameaçava complicar muito a tarde aos encarnados. Depois disso, até dividiu o jogo, ameaçou chegar ao empate, mas acabou vitimado por mais um lance onde o talento fez a diferença: Gaitán foi para cima de João Góis, ultrapassou-o e deu o golo a Gonçalo Guedes.Outra forma, mais rebuscada, de perceber a diferença é comparar o contributo dado no Benfica por Gonçalo Guedes com o que ofereceu a nova coqueluche dos leões, o jovem Gelson. Gonçalo é um jogador direto, reitilíneo, que fez um golo e assistiu Jonas para mais dois. Gelson mostra criatividade e técnica de drible mas uma compreensão muito menor do que exige o jogo de equipa. Até admito que Jesus tenha razão quando diz que Gelson é o jovem mais talentoso que alguma vez lhe passou pelas mãos, mas a verdade é que ele vai passando pelos jogos sem lhes deixar a sua marca, ao contrário do que faz Gonçalo, a quem o mesmo Jesus na época passada deu tão pouco tempo no onze.De onde se chega à terceira forma de separar o que fez o Benfica daquilo que fez o Sporting. É que Gonçalo não jogava no Benfica de Jesus porque havia Salvio e Gelson joga no Sporting porque deixou de haver Carrillo. E sem Carrillo, os leões têm sentido grandes dificuldades para mudar a velocidade do seu jogo ofensivo e para penetrar em defesas tão cerradas como a que o Boavista apresentou. Com duas linhas muito juntas, os axadrezados roubaram o espaço à entradxa da área que serve de destino habitual às diagonais dos alas leoninos e até às desmarcações de apoio do segundo avançdo. E sem essas duas armas, o ataque do Sporting passa a depender em excesso da entrega de Slimani. Que no Bessa, claramente, não chegou.
2015-09-27
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Stats

Rui Vitória vai defrontar a equipa pela qual se estreou na Liga portuguesa, há cinco anos, mas na qual passou apenas uma época, saindo no início da segunda para se ocupar do V. Guimarães. Ora o histórico do treinador do Benfica nem tem sido particularmente feliz frente a ex-equipas: ganhou apenas três dos oito jogos contra o Paços de Ferreira, dois dos quais fora de casa. Em Guimarães a única vitória foi em Abril de 2012. Há duas ilações a tirar deste histórico. A primeira é que nos oito jogos de Vitória contra uma ex-equipa sua, o ataque foi a tónica dominante: não houve um único zero de nenhuma das equipas, pois ambas marcaram sempre. E a segunda é que Rui Vitória se sente melhor como visitante a um estádio onde já foi feliz do que como anfitrião das suas ex-equipas: tem uma vitória, dois empates e uma derrota nos jogos com o Paços em Guimarães e duas vitórias, um empate e uma derrota nas visitas ao Estádio Capital do Móvel. O melhor resultado, aliás, obteve-o em Paços de Ferreira. Foi uma vitória por 5-1 logo em Novembro de 2011, com hat-trick de Edgar, que era o ponta-de-lança desse V. Guimarães. Essa primeira época – que, recorde-se, Vitória ainda começou em Paços de Ferreira, tendo por isso amplo conhecimento do adversário – foi a melhor no confronto com a ex-equipa, tendo o atual técnico do Benfica obtido duas vitórias, por 3-e e 5-1. Em 2012/13 perdeu em Paços de Ferreira por 2-1 e empatou em Guimarães a dois golos. Em 2013/14 ganhou em Paços (3-1), mas perdeu em casa (1-2). E na época passada ambos os jogos redundaram em empates: 1-1 em Guimarães e 2-2 em Paços de Ferreira.   - Na sua ainda curta carreira como treinador de top, Jorge Simão já defrontou os três grandes e só perdeu com o Benfica. Ainda dirigia o Belenenses quando foi batido em casa (0-2) pelos encarnados, na ponta final da época passada. Foi ainda no Restelo que impôs um empate (1-1) ao FC Porto, dando o bi-campeonato ao Benfica. E já esta época trouxe o Paços de Ferreira a empatar em Alvalade com o Sporting (1-1).   - Aliás, Simão tem quatro derrotas 14 jogos na Liga e só uma delas foi fora de casa, o que faz dele um especialista em viagens. Perdeu no Bessa no seu jogo de estreia (1-0 com o Boavista, a 22 de Março) ao serviço do Belenenses, e depois só voltou a perder em casa, com Benfica, Rio Ave (ambos ainda no Belenenses) e agora outra vez Rio Ave (já no Paços de Ferreira). Fora de casa, vai com uma série de seis jogos sem perder, com três vitórias e três empates.   - O Benfica ganhou os quatro jogos que fez esta época na Luz e marca sempre golos nos jogos em casa há seis jogos consecutivos, desde o empate a zero com o FC Porto, em finais de Abril. Nesses seis jogos, Jonas fez golos em todos menos no último, os 2-0 ao Astana: nos outros cinco marcou por oito vezes, com três bis.   - Luisão é o único jogador disponível para Rui Vitória que já marcou golos ao Paços de Ferreira na Luz. Todos os outros ou já saíram (Maxi, Enzo Pérez, Garay, Cardozo, Saviola, Nolito, Aimar…) ou estão lesionados (Salvio). Do outro lado, Cícero, que ainda começou a época no Paços mas entretanto saiu para o Samsunspor, da Turquia, era o único a já ter festejado um golo nas balizas da Luz com a camisola amarela dos castores.   - Fejsa jogou pela primeira vez com a camisola do Benfica contra o Paços de Ferreira. Foi a 14 de Setembro de 2013 que Jorge Jesus o lançou, ainda na primeira parte, no lugar de Ruben Amorim. O Benfica já ganhava por 2-0 e acabou por vencer esse jogo por 3-1.   - Talisca já tinha jogado pelo Benfica na Supertaça, contra o Rio Ave, mas estreou-se na Liga frente ao Paços de Ferreira, em partida da primeira jornada da época passada, a 17 de Agosto. Foi titular na vitória por 2-0, tendo saído aos 74 minutos, já com o jogo resolvido. Esse foi também o jogo de estreia na Liga portuguesa para Rafael Defendi, atual guarda-redes suplente dos pacenses.   - O Paços de Ferreira só ganhou uma vez na Luz, mas já foi há 14 anos e meio. Dois golos de Rafael e um de Leonardo permitiram uma vitória por 3-2 da equipa de José Mota sobre a dirigida por Toni, em Março de 2001. O Benfica venceu todos os jogos na Luz para a Liga desde o regresso do Paços à divisão mais importante, em 2005, cedendo apenas um empate de todo irrelevante na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, em Abril de 2013, depois de ter ganho a primeira partida na Mata Real.   - O Paços de Ferreira, de qualquer modo, vem com três visitas consecutivas a Lisboa sem perder. Já esta época, empatou com o Sporting em Alvalade e, na anterior, depois de perder na Luz com o Benfica por 2-0, foi empatar a Alvalade com o Sporting (1-1) e ganhou no Restelo ao Belenenses (1-0).   - O último confronto entre Paços de Ferreira e Benfica, porém, acabou com vitória dos pacenses. Foi na Mata Real, em Janeiro, e um penalti cometido por Eliseu permitiu a Sérgio Oliveira fazer, já em tempo de compensação, o golo da vitória da equipa da casa (1-0).   - O Benfica continua a ser a equipa mais rematadora da Liga, com 97 remates (19,4 por jogo), mas o Paços de Ferreira é uma das que melhor se defende e menos remates permite: 45, apenas nove por jogo, no que só é suplantado por Sp. Braga (5,6), Benfica (6,6), Sporting (7,2) e FC Porto (7,6).   - O Paços de Ferreira nunca ganhou com Rui Costa a apitar. Soma duas derrotas e três empates, ainda que um deles tenha sido feliz, pois aconteceu frente ao FC Porto no Dragão. Quanto ao Benfica, ganhou 14 dos 17 jogos com este árbitro, sendo mesmo a equipa da Liga com maior percentagem de vitórias com ele a dirigir jogos: 82 por cento, contra 80% do FC Porto. A última vitória dos encarnados com Rui Costa foi no Restelo, na época passada, contra o Belenenses de… Jorge Simão.
2015-09-25
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O guarda-redes André Moreira manteve a baliza a zeros pela terceira vez consecutiva na Liga, na receção do U. Madeira ao Arouca, que terminou empatada a zero. São já 321 minutos consecutivos de imbatibilidade, desde o golo de Soares, na derrota do União frente ao Nacional, na segunda jornada. O jovem guardião do União estabelece assim o melhor registo da atual Liga e o mais longo de toda a sua ainda curta carreira (tem apenas 19 anos). Esta não é, ainda assim, a melhor série do U. Madeira na I Liga. Essa foi estabelecida por Goran Zivanovic entre 6 de Março e 23 de Abril de 1994. Foram nessa altura 413 minutos sem sofrer golos, a começar no segundo de Ricardo Lopes, numa derrota no terreno do E. Amadora (2-0), passando por três empates a zero (Sporting e Farense em casa e Gil Vicente fora) e numa vitória por 2-0 frente ao V. Guimarães e terminando num golo de Tavares, a abrir uma derrota por 3-0 frente ao Boavista no Bessa.   - Fábio Pacheco, do V. Setúbal, foi o primeiro jogador a ser expulso por duas vezes na atual Liga: antes de ver o vermelho aos 2 minutos da receção ao V. Guimarães, já tinha visto outro aos 78’, na visita à Académica. Os sadinos não perderam nenhum dos jogos, pois se agora empataram a dois golos, em Coimbra ganharam por 4-0.   - O congolês Arnold (V. Setúbal) obteve na baliza do V. Guimarães o segundo bis da sua carreira. O anterior tinha sido a 22 de Outubro do ano passado, quando ajudou o Chaves a ganhar ao Santa Clara por 2-1, na II Liga.   - Armando Evangelista deixou o comando técnico do V. Guimarães após o empate em Setúbal. Foi a primeira chicotada psicológica no clube minhoto desde a saída de Manuel Machado, após a primeira jornada da Liga de 2011/12. Na altura, Basílio Marques assegurou a transição até à entrada de Rui Vitória.   - Ao mesmo tempo que Armando Evangelista, saiu José Viterbo da Académica. A equipa de Coimbra repete a “medicação” da época passada, quando afastou Paulo Sérgio, mas fá-lo mais cedo, pois o treinador anterior resistiu até à 21ª jornada. Viterbo caiu após sete derrotas consecutivas na Liga (cinco nesta ápoca, duas na anterior) e 14 jornadas seguidas sem ganhar, desde os 2-1 ao Nacional, a 15 de Março. Paulo Sérgio tinha resistido 15 jornadas sem o sabor da vitória.   - As cinco derrotas com que a Académica arrancou na Liga são o pior registo da equipa de Coimbra desde 1977. Na altura, perdeu consecutivamente com Riopele (fora, 0-2), Sporting (casa, 1-5), Belenenses (fora, 0-2), V. Guimarães (casa, 1-3) e Varzim (fora, 1-0). O treinador, que era Juca, manteve-se e a Académica ganhou à sexta jornada ao Boavista, por 3-2. No final da época acabou em oitavo lugar.   - A última equipa a somar zero pontos à quinta jornada foi o Trofense, em 2008. O treinador, que era Toni, só resistiu às três primeiras derrotas, entrou Tulipa, o Trofense ainda chegou ao 12º lugar mas depois acabou a época em último e desceu de divisão.   - Ao marcar dois golos na vitória do Rio Ave frente ao Paços de Ferreira (3-0), Heldon obteve o primeiro bis desde Dezembro de 2013, quando foi fundamental no empate a dois golos do Marítimo em casa frente ao Nacional. Aliás, nesse dia repetiu a dose da semana anterior, quando marcara os dois golos da vitória maritimista em Arouca. À atenção da Académica, o próximo adversário dos vila-condenses.   - O primeiro golo de Heldon foi ainda o centésimo da Liga. Ao 39º jogo. Na época passada tinha sido o benfiquista Lima a obter o 100º golo da prova, nos 3-1 do Benfica ao Moreirense, mas ao 42º jogo. Há dois anos marcara-o Evandro, do Estoril, no empate a dois que os canarinhos obtiveram em casa frente ao FC Porto, também ao 39º desafio.   - Edimar marcou, de livre, o terceiro da vitória do Rio Ave. Não fazia um golo na Liga desde Dezembro de 2013, quando inscreveu o nome na lista de marcadores na derrota do Rio Ave frente ao FC Porto (1-3). De livre, já não marcava desde 23 de Setembro de 2012, quando bateu Beto noutra derrota do Rio Ave (4-1) em Braga.   - O Paços de Ferreira perdeu pela primeira vez em casa desde Janeiro, quando ali passara o Nacional (3-2). E não perdia na Mata Real com tanta clareza desde Abril de 2014, quando o mesmo Nacional lá ganhara por 5-0.   - Leo Bonatini fez em Tondela o primeiro golo fora de casa desde que chegou a Portugal e ao Estoril. Os seis que tinha marcado desde o início da época passada tinham acontecido todos no António Coimbra da Mota.   - Luís Leal abriu o marcador na vitória do Belenenses sobre o Moreirense (2-0), fazendo o seu primeiro golo na Liga portuguesa desde Novembro de 2013, quando bisou na vitória do Estoril sobre o Rio Ave, em Vila do Conde, pelo mesmo resultado. Desde essa data, porém, só foi titular mais uma vez, num Estoril-V. Guimarães que antecedeu a sua transferência para a Arábia Saudita.   - O Moreirense não ganhou um único jogo nas primeiras cinco jornadas, seguindo com apenas um ponto. É algo de inédito nas cinco épocas dos cónegos na Liga. O pior que tinham até aqui era uma vitória e quatro derrotas, no ano de estreia (2002/03). Nas últimas três temporadas apresentavam o mesmo registo: uma vitória, dois empates e duas derrotas.   - Ao entrar, a 10 minutos do final, para o lugar de Stojlikovic, na goleada bracarense sobre o Marítimo (5-1), Wilson Eduardo estreou-se com a camisola do Sp. Braga na Liga e ainda fez o 100º jogo na competição. Soma 27 partidas no Beira Mar, 27 no Olhanense, 25 na Académica, 20 no Sporting e agora 1 no Sp. Braga.   - O lateral Lionn, do Rio Ave, foi o outro “centenário” da jornada. É, contudo, mais constante nas camisolas do que Wilson Eduardo. Dos 100 jogos, 81 foram com o verde-e-branco do Rio Ave vestido, completando o lote com 8 jogos no Olhanense e 11 no V. Guimarães.   - Depois do golo ao Slovan Liberec, Rafa marcou também ao Marítimo. Não lhe acontecia marcar em dois jogos consecutivos desde que ajudou o Sp. Braga a vencer fora o V. Guimarães (2-1 para a Taça de Portugal) e o Penafiel (6-1 para a Liga) em Novembro do ano passado.   - O Marítimo não levava cinco golos num jogo desde Novembro de 2012, quando foi batido pelo FC Porto no Dragão por 5-0. Ruben Ferreira foi o único do onze que jogou nesse dia a repetir a experiência ontem.
2015-09-22
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- Maicon marcou, de livre direto, ao Estoril, o 11º golo pelo FC Porto e o primeiro que não foi obtido de cabeça. Os dez anteriores tinham sido todos na sequência de livres laterais ou cantos de Belluschi, João Moutinho, Hulk, James Rodríguez e Carlos Eduardo. A exceção a esta regra foi um golo de livre direto na única ocasião em que o central brasileiro representou a equipa B portista: a 3 de Fevereiro de 2013 surpreendeu João Pinho e marcou, quase de meio-campo, um livre à Oliveirense que ajudou a uma vitória por 3-1.   - Aboubakar marcou nos últimos três jogos do FC Porto em casa. Bisou ao Penafiel nos 2-0 com que os dragões encerraram a última Liga, repetiu a graça nos 3-0 aplicados ao V. Guimarães na abertura da atual e agora abriu o marcador nos 2-0 ao Estoril.   - Ao manter a baliza inviolada contra o Estoril, Iker Casillas voltou a contribuir com mais 90 minutos para o alargamento da série de imbatibilidade dos dragões nos jogos da Liga disputados em casa. São já 1125 minutos que Fabiano, Helton e agora Casillas levam sem sofrer golos em casa para a Liga, desde o segundo tento de Lima, na vitória do Benfica por 2-0, no Dragão, em Dezembro. O próximo jogo dos portistas em casa será precisamente contra o Benfica e, nele, bastarão três minutos para superar a série de 1127 estabelecida por Vítor Baía em 1995/96.   -O FC Porto fez apenas oito remates à baliza do Estoril durante os 90 minutos. O valor é um mínimo desde o empate no Restelo, como o Belenenses, que valeu o título ao Benfica na penúltima jornada da temporada passada, mas para encontrar um total tão baixo num jogo em casa é preciso recuar a 6 de Abril de 2014, quando os dragões bateram a Académica em casa por 3-1 rematando as mesmas oito vezes.   - O Estoril vai com cinco jogos seguidos sem sequer marcar golos no terreno dos grandes. Os 2-0 de sábado frente ao FC Porto somam-se aos 4-0 que encaixou na Luz face ao Benfica na abertura desta Liga e a mais três jogos negativos em 2014/15: 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e 4-0 em Alvalade. Tudo a seguir à melhor época da história do clube neste particular, por em 2013/14 ganhou fora a FC Porto e Sporting pelo mesmo resultado: 1-0.   - O Benfica virou frente ao Moreirense, de 0-1 para o 3-2 final. Foi a primeira reviravolta no marcador dos encarnados desde 8 de Março, quando venceram fora o Arouca por 3-1, depois de ter estado a perder por 1-0. Ponto em comum aos dois jogos é Iuri Medeiros, que em Março marcou o golo do Arouca e no sábado foi titular do Moreirense.   - Samaris marcou o primeiro golo com a camisola do Benfica. A última vez que tinha festejado em nome individual foi a 9 de Março de 2013, quando fez o golo do Olympiakos numa derrota (1-2) em Salónica com o PAOK.   - Jonas fez golos nos últimos quatro jogos do Benfica na Luz. Marcou o tento da vitória frente ao Moreirense, mas antes já tinha feito dois nos 4-0 ao Estoril, outros dois nos 4-1 ao Marítimo na festa do último título nacional e um nos 4-0 ao Penafiel. Não fica em branco na Luz desde 26 de Abril, quando o Benfica empatou a zero com o FC Porto.   - Raul Jiménez precisou de apenas dois jogos para marcar um golo no Benfica. No Atlético de Madrid, só marcou ao sétimo: contribuiu para os 4-0 com que os colchoneros ganharam ao Sevilha, a 27 de Setembro. O problema, porém, é que não marcou mais nenhum no que restou da época passada.   - Este Benfica-Moreirense foi fiel à história recente das duas equipas. Já são quatro jogos seguidos para a Liga com o mesmo resumo: o Moreirense marca primeiro e o Benfica acaba por ganhar. Os três jogos anteriores (a última jornada de 2013/14 e as duas partidas de 2014/15) tinham acabado com 3-1 favorável aos encarnados. Desta vez ficou 3-2.   - A última equipa a marcar duas vezes na Luz tinha sido o Sp. Braga, que ali ganhou por 2-1 nos oitavos de final da Taça de Portugal da época passada. Se contarmos só jogos da Liga, a última equipa a consegui-lo foi o Arouca, que ali empatou (2-2), a 6 de Dezembro de 2013.   - Rafael Martins já tinha marcado ao Benfica na última vez que tinha defrontado os encarnados, em Maio de 2014. Se no sábado abriu o placar, nessa altura fez de grande penalidade o golo que valeu o empate (1-1) ao V. Setúbal.   - A vitória do Sporting em Coimbra por 3-1 significa que tanto o clube como Jorge Jesus mantêm a série positiva nas visitas à Académica. Os leões não perdem em Coimbra desde 8 de Maio de 1977, enquanto que Jesus nunca ali perdeu como treinador.   - Aquilani fez de grande penalidade o primeiro golo com a camisola do Sporting. Não marcava desde de 2 de Outubro de 2014, quando abriu o placar numa vitória da Fiorentina em Minsk (3-0), a contar para a Liga Europa.   - Adrien falhou a primeira grande penalidade desde que, a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então e até acertar agora no poste da baliza de Lee, marcou a Schalke, Estoril, Marítimo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - O Sporting viu ser-lhe assinalada uma grande penalidade contra pelo segundo jogo consecutivo na Liga. Não lhe acontecia semelhante coisa desde Outubro e Novembro de 2013, quando perdeu (1-3) no Dragão com o FC Porto e ganhou (3-2) em casa ao Marítimo, sempre com golos sofridos de penalti. Ponto em comum é o árbitro Bruno Esteves, que tinha estado nesse Sporting-Marítimo.   - Bruno Esteves nunca tinha assinalado três grandes penalidades no mesmo jogo da Liga, mas já tinha marcado duas. Foi a 4 de Novembro de 2011, num empate caseiro do Sporting com a Naval, em que começou por apontar para a marca dos onze metros quando Evaldo derrubou Marinho, permitindo aos figueirenses empatar a uma bola, mas depois marcou uma mão de Camora na área, que Postiga converteu no 2-2 momentâneo.   - O último jogo com três penaltis na Liga também tinha sido em Coimbra. Foi o Académica-Gil Vicente, a 25 de Abril último, e os gilistas ganharam por 2-1, com golos de penalti de Ruben Ribeiro e Cadu, a responder a outro penalti de Rui Pedro. O árbitro era Soares Dias. Na época passada houve mais dois jogos com três penaltis: o Estoril-Penafiel (apitado por Tiago Martins) e o Paços de Ferreira-V. Setúbal (Luís Ferreira).   - Fernando Alexandre, expulso pelos dois penaltis cometidos, não via um vermelho desde 11 de Setembro de 2011, quando João Ferreira o expulsou imediatamente antes do intervalo de uma derrota do Olhanense, em casa, contra o Feirense (1-2).   - Além de FC Porto e Sporting, há mais cinco equipas que ainda não perderam nesta Liga: Rio Ave, V. Setúbal, Arouca, Paços de Ferreira e Belenenses. Para os vila-condenses não há grande novidade, uma vez que também não tinham perdido nas três primeiras rondas da época passada e, à 3ª jornada, até lideravam a classificação, mas para o Arouca a sensação é de novidade absoluta, pois nunca por tal tinha passado. O Paços de Ferreira tinha conhecido este arranque em 2012 (e acabou a Liga em terceiro lugar), mas os históricos V. Setúbal e Belenenses já mal se lembram de tal coisa. A última vez que tal sucedeu aos sadinos foi em 2007 (três empates a abrir deram um sexto lugar no final), enquanto que os belenenses têm de recuar até 2004 e a uma Liga que acabaram em nono lugar.   - André Claro, do V. Setúbal, foi o único jogador a marcar golos nas três primeiras jornadas da Liga. O último a conseguir fazê-lo tinha sido Jackson Martínez, que na época passada fez golos a abrir a Marítimo, Paços de Ferreira e Moreirense (dois). Mas para encontrar um português que o tenha feito é preciso recuar a 202, quando o benfiquista Simão marcou consecutivamente a Beira Mar, Moreirense e U. Leiria.   - Ao estabelecer o empate do Rio Ave em Setúbal (2-2), o veterano André Vilas Boas marcou o primeiro golo em 124 jogos na Liga. Misturando todas as competições, só tinha um golo na Taça de Portugal, um na II Liga e outro na II Divisão B. O último tinha sido a 20 de Outubro de 2013, na vitória (3-0) dos vila-condenses fora sobre o Esperança de Lagos.   - O Tondela ganhou pela primeira vez na Liga ao terceiro jogo neste escalão, batendo o Nacional por 1-0. Repetiu a performance do último estreante, o Arouca, que também se impôs pela primeira vez à terceira jornada em 2013, batendo na altura o Rio Ave pelo mesmo score. Pior correu a vida ao Trofense, o estreante anterior: perdeu os primeiros cinco jogos, empatou o sexto e só ganhou à sétima tentativa, batendo fora o V. Setúbal por 2-0.   - Bruno Moreira, que fez o golo do Paços de Ferreira no empate frente ao Arouca, não marcava desde que defrontou… o Arouca. Tinha feito dois dos três golos com que os pacenses venceram fora este mesmo adversário (3-1), a 26 de Abril.   - Rafael Bracalli, guarda-redes do Arouca, liderava a única defensa ainda sem golos sofridos na Liga, mas ainda assim falhou por 13 minutos o seu melhor início de época. Ainda que este tenha sido estabelecido quando era suplente do FC Porto e só atuava em partidas da Taça de Portugal e da Taça da Liga. Os 183 minutos em que manteve a baliza do Arouca inviolada até ao golo de Bruno Moreira só são ultrapassados no seu registo pessoal pelos 196 que durou essa mesma imbatibilidade na baliza do FC Porto em jogos com Pero Pinheiro, Académica e… Paços de Ferreira.   - Alan marcou, na vitória (4-0) sobre o Boavista, o seu 50º golo pelo Sp. Braga. Foram 30 na Liga, dez nas provas da UEFA, sete na Taça da Liga e três na Taça de Portugal. O primeiro acontecera a 23 de Outubro de 2008, na vitória por 3-0 sobre o Portsmouth.   - O U. Madeira-V. Guimarães foi o primeiro jogo sem golos na atual Liga. Aconteceu à 27ª partida, no encerramento da terceira jornada. Na época passada tinha sucedido à 18ª, num Moreirense-Sp. Braga que também fechava a segunda ronda (e também a uma segunda-feira à noite). Há dois anos, em contrapartida, o primeiro 0-0 só aparecera ao 42º jogo, um Académica-Arouca da sexta jornada. Para que se faça uma comparação, a Liga espanhola teve quatro 0-0 na primeira jornada e mais dois na segunda, enquanto que na Premier League inglesa o primeiro nulo surgiu na segunda ronda e na Bundesliga alemã tal só aconteceu à terceira. Em Itália, as primeiras duas semanas de competição ainda não proporcionaram nenhum 0-0  
2015-09-01
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- Carrillo tomou parte ativa em cinco dos seis golos marcados pelo Sporting esta época. Marcou ao Benfica (ainda que a FPF tenha depois atribuído o golo a Teo Gutièrrez) na Supertaça e agora ao Paços de Ferreira, assistiu Slimani no segundo golo ao CSKA e esteve na origem dos lances dos primeiros golos ao Tondela e à equipa russa, lançando Ruiz nas costas da defesa adversária para o cruzamento que deu golo a João Mário e Téo Gutièrrez. A única exceção foi o golo de Adrien em Tondela, nascido de um penalti sobre Gelson.   - O Sporting sofreu um golo de penalti em casa, mas isso já nem é novidade: os leões viram os árbitros apitar-lhes penaltis contra nos últimos três jogos feitos em Alvalade. Antes deste, de Pelé, que valeu o empate ao Paços de Ferreira, tinha acontecido o mesmo contra o CSKA (falta de Jefferson e defesa de Rui Patrício) e contra o Sp. Braga (infração de Tobias Figueiredo e conversão de Pardo a dar vantagem aos minhotos).   - Em contrapartida, o Paços de Ferreira já não tinha um penalti a favor na Liga desde 13 de Março, data em que ganhou em casa ao Boavista por 1-0, graças à conversão de Manuel José. Curioso é que o último árbitro a marcar um penalti a favor dos pacenses tinha sido o mesmo Manuel Oliveira, que também expulsara o prevaricador: na ocasião o boavisteiro Tengarrinha.   - O Sporting rematou pouco no jogo com o Paços de Ferreira (apenas nove remates, dos quais só três enquadrados na baliza). Não o fazia com tão pouca frequência desde 19 de Abril, quando bateu o Boavista em Alvalade por 2-1 fazendo apenas seis tentativas de chegar ao golo.   - O Paços de Ferreira empatou com o Sporting nas últimas três vezes que defrontou os leões e sempre pelo mesmo resultado: 1-1. A última vitória dos leões foi no Capital do Móvel, a 5 de Abril de 2014, por 3-1, com golos de William, Rojo e Adrien a valerem mais que o tento pacense, de Bebé.   - Rui Patrício sofreu golos nos últimos três jogos na baliza do Sporting (Tondela, CSKA e Paços de Ferreira), repetindo a série com que acabou a época passada (Estoril e duas vezes Sp. Braga, uma vez que não defrontou o Rio Ave, na última jornada da Liga). Para se encontrar uma série pior é preciso recuar a Fevereiro, quando foi batido consecutivamente por Arouca (3-1), Benfica (1-1), Belenenses (1-1) e Wolfsburg (0-2).   - O FC Porto fez na Madeira apenas oito remates, mínimo da equipa azul e branca na Liga desde o empate (1-1, também) no Restelo, a 17 de Maio, que deu o título nacional ao Benfica. Nesse jogo, tinha-o feito apenas seis vezes. Mas para encontrar um jogo em que os dragões tenham rematado menos do que o adversário (o Marítimo tentou o golo em nove ocasiões) é preciso recuar ao empate a zero na Luz, contra o Benfica, a 26 de Abril: nessa tarde, visou as redes de Júlio César por seis vezes contra sete dos encarnados.   - Edgar Costa não fazia um golo de cabeça desde Setembro do ano passado, quando também aproveitou um cruzamento da esquerda (na altura de Ruben Ferreira) para surgir nas costas do lateral esquerdo do V. Guimarães (Traoré). Em contrapartida, três dos seus últimos seis golos surgiram nos primeiros 10’ de jogo: antes de marcar agora ao FC Porto aos 5’,no último ano já tinha marcado ao V. Guimarães aos 6’ e ao Gondomar aos 7’.   - Edgar Costa foi ainda o primeiro a marcar um golo a Casillas na Liga portuguesa, mas não o primeiro português a marcar um golo ao guardião espanhol. O último tinha sido Tiago, a 13 de Setembro do ano passado, numa vitória do Atlético Madrid no Santiago Bernabéu (2-1). E desde então Casillas foi ainda batido por vários conhecidos da Liga portuguesa, como Otamendi, Ghilas ou Nolito.   - O empate nos Barreiros significa que o FC Porto já vai em seis jogos seguidos sem ganhar na Madeira. A última vitória aconteceu na Choupana, por 3-1, ante o Nacional, em Maio de 2013. Desde então e até ao empate de sábado, os dragões tinham perdido por três vezes nos Barreiros com o Marítimo (duas por 1-0 e uma por 2-1) e empataram uma (1-1) e perderam outra (2-1) com o Nacional na Choupana.   - Este foi ainda o primeiro jogo da Liga que o FC Porto não ganhou com o árbitro Hugo Miguel. Até sábado, o juiz lisboeta tinha estado em 12 partidas dos dragões, todas com vitória azul e branca.   - Ao bater o Benfica por 1-0, o Arouca subiu pela primeira vez à liderança da Liga em toda a sua história. Faz até melhor do que o Rio Ave, que liderou da segunda à quarta jornada da época passada, mas graças a uma melhor diferença de golos, uma vez que teve sempre pelo menos mais dois clubes a par.   - O último “não grande” a liderar a Liga isolado foi o Sp. Braga de Domingos Paciência, a 30 de Novembro de 2009: ganhou em casa à U. Leiria por 2-0 e beneficiou do empate a zero do Benfica em Alvalade para ficar com dois pontos de avanço dos encarnados à 11ª jornada.   - O Benfica não marca um golo fora do Estádio da Luz há 190 minutos: fê-lo Ola John, em Coimbra, ao Marítimo, a assegurar a vitória na Taça da Liga, aos 80’ (2-1). Desde então, a equipa encarnada ficou em branco na Supertaça (0-1 com o Sporting) e agora com o Arouca (outra vez 0-1). Se contabilizarmos só os jogos fora na Liga, então o Benfica não marca fora desde 2 de Maio, quando derrotou o Gil Vicente por 5-0. Depois disso empatou a zero em Guimarães (e celebrou o bicampeonato) e perdeu agora com o Arouca.   - A derrota com o Arouca em Aveiro foi a primeira vez dos encarnados contra um adversário que jogava em casa emprestada desde que foram batidos pelo V. Setúbal nas Antas, também à segunda jornada, mas de 1997/98. A 31 de Agosto de 1997, um golo de Kassumov valeu os três pontos aos sadinos e deixou Manuel José em maus lençóis: foi despedido 15 dias depois. A última vez que o Benfica não ganhou nesta circunstância foi em Agosto de 2007, quando empatou no Bessa com o Leixões. Fernando Santos teve menos sorte e foi imediatamente despedido.   - Roberto, autor do golo do Arouca, foi júnior do FC Porto e só agora marcou pela primeira vez a um grande. Em contrapartida, Jonas, avançado do Benfica, ficou pela primeira vez em branco contra o Arouca.   - O Benfica rematou 30 vezes à baliza do Arouca, um recorde da Liga. O anterior máximo tinha sido estabelecido por FC Porto (contra o V. Guimarães) e pelo próprio Benfica (ante o Estoril), com 19 tentativas cada um.   - Rafael Bracalli lidera a única defesa ainda inviolada da Liga, com 180 minutos sem sofrer golos. O melhor arranque do guarda-redes brasileiro tinha acontecido em 2010/11 quando, ainda no Nacional, esteve 179 minutos embatido, até ver Carlos Martins (na altura no Benfica) fazer-lhe um golo nos 2-1 com que os madeirenses bateram o Benfica na Choupana.   - Há 36 jornadas da Liga que não se assistia à incapacidade dos três grandes para ganhar na mesma semana. Sporting e FC Porto empataram com Paços de Ferreira e Marítimo e o Benfica perdeu com o Arouca. A última vez que nenhum dos três ganhara tinha sido a 3 e 4 de Maio de 2014, na 29ª jornada da Liga: o Sporting empatou fora com o Nacional, o Benfica empatou em casa com o V. Setúbal (ambos a um golo) e o FC Porto foi derrotado fora de casa pelo Olhanense (1-2).   - O Rio Ave não ganhava em casa ao Braga para a Liga desde Outubro de 2010, quando golos de Zé Gomes e João Tomás lhe valeram um sucesso por 2-0. Entre esse jogo e o de sexta-feira, ganho graças a um golo de Hassan (1-0), só houve dois repetentes em campo: o vila-condense Tarantini e o árbitro, João Capela.   - O brasileiro Soares, que fez o golo da vitória do Nacional frente ao U. Madeira, e os portugueses Luisinho, que fez o tento da vitória do Boavista contra o Tondela, e André Claro, autor de um dos golos da ampla vitória setubalense em Coimbra foram os únicos a marcar nas primeiras duas jornadas da Liga. Imitam o que tinha sido conseguido na época passada por Jackson Martínez (FC Porto), Bernard (V. Guimarães) e Deyverson (Belenenses). Dos três, há um ano, Jackson foi o único a marcar também na terceira ronda.   - O caso de Luisinho é especial, porque o ex-atacante do Académico de Viseu marcou nos primeiros dois jogos que fez na Liga. Antes dele, tal havia sido conseguido pelo vimaranense Bernard, autor de um golo ao Gil Vicente e dois ao Penafiel nas primeiras duas rondas da época passada. Até final da época, porém, Bernard só marcou mais duas vezes.   - Aly Ghazal não era expulso na Liga portuguesa desde a segunda jornada da época passada, mais precisamente desde 24 de Agosto de 2014, quando Carlos Xistra lhe mostrou o vermelho no Restelo, num jogo que o Nacional perdeu por 3-1 com o Belenenses. Um ano depois, voltou a ser expulso por Bruno Paixão, mas desta vez a sua equipa ganhou por 1-0 ao U. Madeira.   - O Moreirense repetiu o resultado da primeira jornada: voltou a perder por 2-0, agora com o Estoril, e de novo com a particularidade de ter sofrido os dois golos na última meia-hora de jogo. Só o Estoril sofreu tantos golos na reta final das partidas: igualmente quatro, todos no jogo com o Benfica. Ainda que os estorilistas compensem esse resultado com os dois golos que agora fizeram ao Moreirense.   - O empate em Guimarães significa que o Belenenses alarga a presente série de invencibilidade fora de casa para sete jogos. A última derrota dos azuis fora do Restelo aconteceu a 22 de Março, no Bessa, por 1-0, em jogo da Liga. Desde então ganharam em Arouca (1-0), empataram em Braga (1-1) e em Coimbra com a Académica (1-1), voltaram a vencer o Gil Vicente em Barcelos (2-0) a fechar a última Liga e, já esta temporada, empataram em Gotemburgo (0-0), venceram o Altach (1-0) e agora voltaram a empatar em Guimarães (1-1). Desde 2012/13 que o Belenenses não passava sete jogos seguidos sem perder fora de casa, mas nessa altura jogava a II Liga.   - Ao ganhar por 4-0 em Coimbra à Académica, o V. Setúbal obteve o melhor resultado fora desde 27 de Novembro de 2008, quando bateu o Torre de Moncorvo por 4-0 na quarta eliminatória da Taça de Portugal (dois golos de Bruno Gama, um de Ricardo Chaves e outro do Laionel). Para encontrar um resultado tão bom dos sadinos em deslocações mas a contar para a Liga, então é preciso recuar até 18 de Abril de 2004, data em que venceram fora o Salgueiros (4-0, com bis de Zé Pedro, mais um golo de Manuel José e outro de Meyong). Já a Académica perdeu em casa por 4-0 com o Sporting (golos de Rojo, Adrien, Montero e Carrillo) faz hoje precisamente dois anos, a 24 de Agosto de 2013, em partida que também contou para a segunda jornada da Liga.
2015-08-24
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O Sporting recebe o Paços de Ferreira em jogo entalado entre as duas partidas contra o CSKA Moscovo, que numa semana vão decidir o futuro dos leões na Liga dos Campeões. No histórico recente, os leões não se têm dado mal com este tipo de calendário: ganharam sete das dez últimas partidas de campeonato que fizeram entre dois jogos europeus, uma delas precisamente contra o Paços de Ferreira.Foi em Fevereiro de 2012 que, entre os dois jogos contra o Legia de Varsóvia, na caminhada que a levou à meia final da Liga Europa, a equipa leonina se impôs ao Paços de Ferreira em Alvalade por 1-0. Valeu na altura um autogolo de Ricardo, na sequência de um livre de Schaars que o guardião pacense socou contra o peito do defesa, fazendo a bola entrar nas redes no ressalto. Tal como agora sucede com Jorge Jesus, o treinador leonino da altura – Ricardo Sá Pinto – estava a iniciar carreira à frente da equipa, depois de ter substituído Domingos Paciência: tinha-se estreado na primeira mão da eliminatória contra os polacos, um 2-2 em Varsóvia, e carimbou o apuramento europeu ao terceiro jogo, ganho em casa ao Legia por 1-0, depois da tal vitória contra o Paços de Ferreira.Das dez últimas partidas de Liga entaladas entre compromissos europeus, os leões fizeram seis em casa, tal como agora sucederá contra o Paços de Ferreira. Curiosamente, foi em Alvalade que encaixaram as duas derrotas únicas neste período: 0-1 contra o Rio Ave a meio de uma eliminatória preliminar ganha ao Horsens, em Agosto de 2012, e 0-2 ante o Benfica entre os jogos de uma ronda europeia perdida contra o Glasgow Rangers, em Fevereiro de 2011. Essa eliminatória contra os escoceses foi uma de quatro que a equipa verde-branca perdeu, tendo a derradeira sucedido em Fevereiro último, contra o Wolfsburg. - O Paços de Ferreira tem sido um adversário historicamente complicado para o Sporting em Alvalade: em 12 jogos ali feitos para a Liga, só perdeu sete. E esta tendência tem-se agravado ultimamente, pois desde Setembro de 2009 que os leões não conseguem duas vitórias seguidas contra os castores: o Paços ganhou em Alvalade em 2010/11 e em 2012/13 e empatou em 2014/15. Seguindo a regra da alternância, esta seria época de vitória do Sporting. - Freddy Montero marcou nas duas últimas visitas do Paços de Ferreira a Alvalade: fez o golo leonino no empate a uma bola na época passada e apontou dois nos 4-0 de 2013/14. O Paços de Ferreira é, com três golos marcados, um dos seus adversários prediletos, apenas suplantado pelo Arouca, a quem fez quatro. - Do outro lado, era o peruano Hurtado (atualmente jogador do Reading) o talismã do Paços de Ferreira, pois já marcou duas vezes em Alvalade (um golo no 1-1 da época passada e outro na vitória pacense por 1-0 em 2012/13). - As duas últimas vitórias do Paços de Ferreira em Alvalade para a Liga fizeram estragos. A 15 de Janeiro de 2011 (3-2, com golos de Samuel, Manuel José e Pizzi a sobreporem-se a tentos de Liedson e Diogo Salomão), o resultado foi a gota de água que levou à demissão de José Eduardo Bettencourt, presidente do clube e da SAD. A 5 de Janeiro de 2013 (1-0, golo de Hurtado), a derrota dos leões fez cair os leões para o 12º lugar da Liga e provocou a substituição de Frankie Vercauteren por Jesualdo Ferreira. - Ricardo Esgaio pode voltar a enfrentar o adversário que lhe assinalou a estreia na Liga; alinhou um minuto, em substituição de Cédric, na derrota do Sporting, em casa, ante o Paços de Ferreira, por 0-1, em Janeiro de 2013. - Jorge Simão, jovem treinador do Paços de Ferreira, completa o circuito dos grandes, depois de ao serviço do Belenenses, sempre no Restelo, já ter perdido (0-2) com o Benfica (de Jesus) e empatado (1-1) com o FC Porto, em jogo que deu o título aos encarnados. - O primeiro jogador expulso por Manuel Oliveira, árbitro do jogo, na Liga foi Hélder Lopes, do Paços de Ferreira. Aconteceu num empate do Paços em Guimarães, na época passada, ao 14º jogo que este juiz dirigiu na competição.
2015-08-20
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