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É sempre com um misto de alegria e gratidão que os dirigentes e adeptos do Nacional encaram José Peseiro, o treinador do FC Porto, que levou o clube insular da II Divisão B à I Divisão. O sentimento, porém, não tem sido recíproco. É que o técnico de Coruche perdeu todos os jogos que fez contra o seu antigo clube desde que, em 2003, o trocou por um lugar como adjunto de Carlos Queiroz no Real Madrid. E alguns custaram-lhe bem caro. Peseiro regressou de Madrid em 2004 para se ocupar do Sporting, o primeiro clube grande que treinou. Nessa época, em que chegou à final da Taça UEFA e fez figura de favorito na luta pelo título até à penúltima jornada (derrota com o Benfica por 1-0), Peseiro perdeu as duas partidas contra o Nacional: 3-2 na Choupana a 16 de Janeiro de 2005 e 4-2 em Alvalade, a 22 de Maio do mesmo ano. Esta última derrota foi difícil de digerir, porque o Sporting vinha de uma semana complicada: perdera o campeonato num fim-de-semana, na Luz (derrota por 1-0 com o Benfica), e a Taça UEFA na quarta-feira (1-3 com o CSKA Moscovo), em Alvalade; de regresso a casa, os leões foram batidos pelo Nacional, na última jornada, e falharam o segundo lugar e o acesso direto à Liga dos Campeões, condicionando desde logo o trabalho de Peseiro na nova época. Em 2005/06, Peseiro ainda dirigiu o Sporting até meados de Outubro. Nesse período, porém, ainda teve tempo para perder uma terceira vez com o Nacional: 2-1 na Choupana, a 19 de Setembro de 2005, no primeiro confronto com Manuel Machado desde uma vitória num Sporting-V. Guimarães da época anterior, em que a vitória leonina (1-0) deixara os leões no topo da tabela, a duas rondas do fim. Depois de sair do Sporting, Peseiro fez um tirocínio pelo estrangeiro, só voltando a Portugal em 2012, para comandar o Sp. Braga. Defrontou por mais duas vezes o Nacional, perdendo ambas: 3-2 na Choupana, a 12 de Janeiro de 2013, e 3-1 em Braga, a 11 de Maio de 2013. Quer isto dizer que os últimos três confrontos entre José Peseiro e Manuel Machado – o outro treinador a marcar lugar na história recente do Nacional – foram favoráveis ao professor minhoto. Essa é, aliás, uma tendência que Peseiro só conseguiu contrariar no Sporting, quando Machado estava no V. Guimarães. Em 2004/05, o tal ano completo no Sporting, Peseiro ganhou duas vezes a Machado, por 4-2 no Minho e por 1-0 em Alvalade, de certa forma exorcizando o fantasma que lhe restava do ano da subida do Nacional à I Divisão: nessa altura, perdendo por 5-1 com o Moreirense de Manuel Machado na penúltima jornada, o Nacional de Peseiro teve de esperar pelo último dia para poder carimbar o passaporte.   Manuel Machado é um dos treinadores mais experientes da Liga e vai para o 31º confronto com o FC Porto. Dos 30 anteriores, quatro foram com o Moreirense (um empate e três derrotas), oito com o V. Guimarães (uma vitória, dois empates e cinco derrotas), dois com a Académica (ambos perdidos), um com o Sp. Braga (mais uma derrota) e 15 com o Nacional (duas vitórias, dois empates e onze derrotas). Ao todo, ganhou quatro vezes, empatou cinco e perdeu 21, entre elas as duas em que esteve mais próximo de levar um troféu para casa, sempre aos comandos do V. Guimarães: perdeu por 6-2 na final da Taça de Portugal de 2010/11 e por 2-1 na Supertaça de 2011/12.   O FC Porto perdeu os últimos dois jogos: 0-1 em casa com o Tondela e no terreno do Paços de Ferreira. Esta é já a terceira vez que os dragões perdem dois jogos seguidos esta época, uma com cada treinador que passou pelo banco. Julen Lopetegui perdeu contra o Marítimo (1-3 em casa, na Taça da Liga, em Dezembro) e o Sporting (0-2, em Alvalade, em Janeiro), sendo demitido após o terceiro jogo, o empate em casa com o Rio Ave (1-1). Rui Barros foi batido fora de casa por V. Guimarães (0-1, em Janeiro) e Famalicão (0-1, também em Janeiro, para a Taça da Liga). José Peseiro, que pegou na equipa após as duas derrotas de Barros e ganhou ao Marítimo, por 1-0, tem de novo a responsabilidade de interromper a série.   Os dragões já perderam cinco vezes em casa esta época: 1-3 com o Marítimo para a Taça da Liga, 1-2 com o Arouca e 0-1 com o Tondela para a Liga, 0-2 com o Dynamo Kiev para a Champions e 0-1 com o Borussia Dortmund para a Liga Europa. Esta já é a época com mais derrotas em casa desde 2001/02, quando foram batidos no velho Estádio das Antas por Belenenses, Sparta de Praga, Sp. Braga, Beira Mar e Real Madrid. Para se encontrar pior é preciso ir a 1971/72, quando ali ganharam o Benfica, o Nantes, o Atlético, a Académica, o V. Guimarães e o V. Setúbal.   Depois de uma fase negra – doze jogos sem ganhar em Dezembro e Janeiro – o Nacional parece ter entrado nos eixos, tendo obtido cinco vitórias nas últimas seis partidas. A única exceção foi a derrota por 2-0 com o Marítimo, no dérbi do Funchal, a 2 de Abril, porque de resto a equipa de Manuel Machado ganhou ao Paços de Ferreira (3-0), ao Boavista (1-0), ao Rio Ave (1-0), ao V. Guimarães (3-2) e ao Estoril (4-1).   Brahimi, que não joga por estar suspenso, marcou nas duas últimas vitórias do FC Porto sobre o Nacional. Fez o segundo golo nos 2-0 de Novembro de 2014, no Dragão, repetindo a graça nos 2-1 de Dezembro de 2015, na Choupana. Em Março de 2015 o argelino ficou em branco e o Nacional não foi além de um empate a uma bola no terreno do adversário.   Sequeira, o lateral esquerdo do Nacional, pode fazer no Dragão o 50º jogo com a camisola do clube, pelo qual se estreou oficialmente neste mesmo estádio, alinhando a tempo inteiro no empate a uma bola de 23 de Novembro de 2013. Esse foi também o seu jogo de estreia na Liga.   O Nacional já ganhou quatro vezes no terreno do FC Porto, três delas a contar para o campeonato: 2-1 (de virada) em Outubro de 1990, 4-0 em Março de 2005 e 3-0 em Maio de 2008. A quarta vitória, que foi a mais recente, aconteceu em Janeiro de 2011, a contar para a Taça da Liga (2-1). Desde esse jogo, o FC Porto soma quatro vitórias e um empate nas receções aos alvinegros do Funchal.   Nos últimos 13 anos, sempre que fez golos no Dragão o Nacional conseguiu evitar a derrota. Desde Novembro de 2002 que não lhe acontece marcar ali e perder. Nessa altura, Adriano e Rossato marcaram, o Nacional – que era comandado por José Peseiro – chegou a estar em vantagem sobre o FC Porto de José Mourinho mas saiu derrotado por 5-2.    
2016-04-17
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A receção ao FC Porto é um duríssimo teste à imbatibilidade caseira do Nacional, que já vai em 17 jogos e é a mais longa de sempre em épocas nas quais o clube madeirense joga a I Liga. Se evitarem a derrota contra os dragões, os alvi-negros completarão um ano seguido sem perder na Choupana, pois a última vez que dali saíram derrotados foi a 21 de Dezembro do ano passado, contra o Sporting, em jogo da Liga. E o próximo jogo do Nacional em casa será apenas a 2 de Janeiro, contra o Arouca, no regresso da Liga. Nesse 21 de Dezembro, um golo do extremo sportinguista Carlos Mané chegou para derrotar pela última vez o Nacional no seu estádio. Desde então, a equipa de Manuel Machado jogou mais 17 vezes em casa, para todas as competições, ganhando onze e empatando seis. Por ali passaram sem perder o Moreirense (1-1, na Taça da Liga), o Sporting (2-2, na Taça de Portugal), o FC Porto (1-1, na Liga), o V. Guimarães (2-2, na Liga), o V. Setúbal (1-1, na Liga) e o Boavista (0-0, na Liga). Os outros onze jogos saldaram-se por vitórias do Nacional: 2-1 ao Boavista, 2-1 ao Belenenses, 1-0 ao Estoril, 3-0 ao V. Setúbal, 3-2 ao Gil Vicente, 2-0 ao Penafiel, 3-0 ao P. Ferreira (todos na Liga da época passada), 1-0 ao U. Madeira, 2-0 à Académica (na Liga desta época), 5-0 ao Cova da Piedade (Taça de Portugal) e 3-1 ao Marítimo (Liga).   - Julen Lopetegui cedeu em Londres, frente ao Chelsea, a sétima derrota (2-0) como treinador do FC Porto. Até aqui, nunca perdeu dois jogos seguidos: o pior que lhe aconteceu a seguir a uma derrota foi empatar a zero com o Benfica, na Luz, depois de ter sido esmagado pelo Bayern em Munique (1-6), na eliminação da Liga dos Campeões da época passada. De resto, respondeu sempre com vitórias: 2-1 ao Athletic Bilbau depois do 1-3 com o Sporting (Outubro de 2014); 4-0 ao V. Setúbal após o 0-2 com o Benfica (Dezembro de 2014); 4-1 à Académica na sequência do 0-1 com o Marítimo (Janeiro de 2015); 5-0 ao Estoril após o 1-2 com o Marítimo (Abril de 2015) e, já esta época, 1-0 ao Tondela depois do 0-2 com o Dynamo Kiev (Novembro de 2015).   - Regresso do FC Porto à Madeira, onde há semana e meia interrompeu uma série de sete jogos sem vitórias, batendo o U. Madeira por 4-0 precisamente no estádio onde vai agora jogar: a Choupana. O adversário desta vez é o Nacional, a quem os dragões não ganham fora de casa desde Maio de 2013, quando ali venceram por 3-1, graças a golos de James Rodríguez, Mangala e Lucho González nos primeiros 22 minutos. Candeias fez o tento dos madeirenses. Depois disso, há a registar uma derrota por 2-1 (2013/14) e um empate a uma bola (2014/15).   - Julen Lopetegui nunca perdeu com Manuel Machado nem com o Nacional. Os dois confrontos entre ambos resumem-se a uma vitória portista no Dragão em Novembro do ano passado (2-0) e a um empate (1-1) na Choupana em Março.   - Sendo um dos treinadores mais experientes da Liga, Manuel Machado tem um longo histórico de confrontos com o FC Porto: vai fazer o 30º. Dos 29 anteriores, foram quatro com o Moreirense (um empate e três derrotas), oito com o V. Guimarães (uma vitória, dois empates e cinco derrotas), dois com a Académica (ambos perdidos), um com o Sp. Braga (mais uma derrota) e 14 com o Nacional (duas vitórias, dois empates e dez derrotas). Ao todo, ganhou quatro vezes, empatou cinco e perdeu 20, entre elas as duas vezes em que esteve mais próximo de levar um troféu para casa: FC Porto 6, V. Guimarães 2 (final da Taça de Portugal de 2010/11) e FC Porto 2, V. Guimarães 1 (Supertaça de 2011/12).   - O FC Porto vem com quatro vitórias seguidas na Liga, na sequência do empate em casa com o Sp. Braga (0-0): 2-0 ao V. Setúbal, 1-0 ao Tondela, 4-0 ao U. Madeira e 2-1 ao P. Ferreira. Esta é já a melhor sequência da época e a melhor desde Fevereiro e Março, quando ganhou sete jogos seguidos na prova até ver a série de vitórias interrompida com um empate (1-1) precisamente frente ao Nacional no Funchal.   - O defesa central Rui Correia marcou em três dos últimos quatro jogos do Nacional na Choupana: 1-1 com o V. Setúbal, 5-0 ao Cova da Piedade e 3-1 ao Marítimo. Só ficou em branco frente ao Boavista e os alvinegros não saíram do 0-0.   - O lateral esquerdo Sequeira estreou-se na Liga a jogar contra o FC Porto, num empate a uma bola na Choupana, a 23 de Novembro de 2013. Manuel Machado lançou-o como titular e Sequeira esteve em campo pelos 90 minutos, vendo um cartão amarelo.   - Brahimi marcou golos nas últimas duas deslocações do FC Porto na Liga: garantiu o 1-0 ao Tondela em Aveiro e fez o segundo dos quatro golos sem resposta com que os dragões se impuseram ao U. Madeira no mesmo estádio onde vão jogar agora com o Nacional.   - Maicon regressa ao estádio onde se projetou para uma carreira no futebol português. Chegou a Portugal em 2008, emprestado pelo Cruzeiro ao Nacional, onde passou apenas uma época, antes de se transferir para o FC Porto. Quem o lançou na Liga portuguesa foi Manuel Machado, que agora vai ser o treinador rival.   - Marcano pode fazer o 50º jogo com a camisola do FC Porto. Dos 49 que já realizou, 31 foram na Liga, 11 na Liga dos Campeões, cinco na Taça da Liga e dois na Taça de Portugal. Só marcou um golo, nos 4-0 ao Belenenses, em Outubro.   - Maxi Pereira estreou-se na Liga portuguesa na Choupana, lançado por José Antonio Camacho num Nacional-Benficva, a 2 de Setembro de 2007. Os encarnados ganharam por 3-0 e Maxi jogou os 90 minutos como médio defensivo.   - Também o árbitro regressa ao estádio onde se estreou na Liga. Foi a 25 de Agosto de 2002 que um então muito jovem Jorge Sousa fez o primeiro jogo na Liga, um Nacional-Gil Vicente que os madeirenses perderam por 0-1. Desde então apitou por mais 19 vezes o Nacional nesta competição e por outras 19 vezes o FC Porto. Com ele, o Nacional ganhou nove vezes e perdeu oito, enquanto que o FC Porto ganhou onze e perdeu quatro (três delas até 2006/07).
2015-12-12
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Freddy Montero voltou a ser decisivo uma vitória do Sporting, ao marcar o golo solitário com que os leões bateram o Nacional. Não lhe acontecia desde 2 de Maio, quando fez os dois golos com que o Sporting venceu em Alvalade este mesmo Nacional, mas por 2-0. Pelo meio, fez nos descontos o golo que permitiu ao Sporting empatar (2-2) com o Sp. Braga e levar a final da Taça de Portugal para prolongamento.   - O Sporting somou o 23º jogo seguido a marcar golos: já não fica em branco desde 1 de Março, quando foi batido pelo FC Porto no Dragão por 3-0. Superou assim a melhor série da época passada, que tinha ficado em 22 partidas sempre a marcar, entre os 0-3 de Guimarães, a  de Novembro, e os 0-2 de Wolfsburgo, a 19 de Fevereiro. Para se encontrar série mais longa do que a atual no passado leonino é preciso recuar a 1969 e 1970, quando a equipa comandada por Fernando Vaz marcou consecutivamente golos em 36 jogos.   - O jogo com o Nacional foi apenas o segundo desta época em que os leões conseguiram manter a baliza inviolada, repetindo o 1-0 que já tinham conseguido frente ao Benfica, na Supertaça. Pelo meio ficaram sete partidas sempre a sofrer golos. Rui Patrício voltou a manter a baliza virgem num jogo da Liga, o que já não lhe acontecia desde 2 de Maio, quando defrontou este mesmo Nacional em Alvalade. Pelo meio, os leões ganharam por 1-0 ao Rio Ave em Vila do Conde, na última jornada da época passada, mas o guarda-redes foi Marcelo Boeck.   - Antes do vermelho a Sequeira, aos 32 minutos do jogo de ontem, a última expulsão de um jogador do Nacional na primeira parte de um jogo da Liga acontecera a 3 de Novembro de 2013, quando Duarte Gomes expulsou Aly Ghazal aos 28 minutos de um empate caseiro com o Olhanense (0-0)-   - Em contrapartida, o Sporting não beneficiava de uma expulsão de um adversário na primeira parte na Liga desde 28 de Setembro de 2013, quando ganhou em Braga por 2-1, com vermelho a Aderlan Santos aos 31 minutos. Desde então, os seus jogadores viram dois vermelhos nessas condições: sempre Tobias Figueiredo, expulso aos 11 minutos frente ao Penafiel e aos 45’ contra o Boavista, nos jogos em casa da época passada.   - Com a expulsão de Sequeira, o Sporting passa a beneficiar de 66 minutos em superioridade numérica na atual Liga (há que juntar os oito minutos após o vermelho a Fernando Alexandre, da Académica). Os leões não são, mesmo assim, a equipa que mais tempo passou com um a mais em campo. Essa equipa é a do V. Guimarães, que esteve 88 minutos em superioridade numérica em Setúbal. E mesmo assim não ganhou.
2015-09-22
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